sábado, 24 de agosto de 2013

Aprendendo a falar Fabiolês e Joanês

Acompanhar o crescimento e desenvolvimento de uma criança é uma experiência de uma riqueza sem fim! São tantas conquistas gostosas e lindas, que não tem como não nos emocionarmos de vez em quando. E normalmente são as coisas mais simples e banais da vida, mas que fazem uma diferença incrível na vida de quem está aprendendo e crescendo.
Quando a Fabíola era menos nos divertíamos especialmente com seu vocabulário! Tanto que na época comecei a anotar várias palavras num arquivo, mas, adivinhem... perdi o arquivo! Outro dia, fazendo um belo esforço mental, rsrsrs, consegui relembrar de algumas pérolas que nos alegraram muito a vida... dela, hoje tenho mais registro de frases muito engraçadas do que palavras soltas pronunciadas erradas.
Então vamos conferir algumas delícias de Fabíola...

VERBETES:
  • confortávio
  • axisti TV 
  • amicondras (microondas)
  • queijo rolado
  • pemimo (pepino)
  • prendineta (predileta)
  • lixo reciclávio
  • papú (sapato)
  • liuquidificador
  • açúrca
  • iorkut (iogurte)
FRASES INSPIRADORAS:

“Eu te amo, bebê... como eu podia imaginar que você ia ser tão fofinho!”

"Mamãe, eu adoro você! Você é mais legal que minha bexiga!"

“O suco tá aqui, ó, quase chegando no metro... tá no metro e três.... quando chegar no metro e quatro, aí acabou!” (mostrando as medidas de um copo)

 “João, vc é tão familiar!”

"Nao é que eu e o João vamos fazer aniversario junto? Eu imagino esse sonho todo dia, né?"

Fabíola estava comendo sucrilhos e conversando com uma amiga em casa: "não pode dar sucrilhos pro Bart (meu cachorro) porque senão ele vai ficar com gripe, aí, vai ter que operar a patinha!"

Fabíola, vendo uma foto dela mesma, neném: "nossa, que vida fácil nesse balanço!"

Fabíola, com o João no colo: "Ele é tão pesado que murcha a minha perna!"

‎"Sou rapidez veloz"!

Fabíola olha e desinfetante pendurado no vaso e solta: "pato gelma desliza e deixa o trabalho sujo para Pato. Você quer comprar, mamãe?"

O João... esse foi bem preguiçoso para começar a falar... deslanchou mesmo com 2 anos, e agora fala um monte de coisas engraçadas, e um monte de coisas que não entendemos, rsrsrsrs. Mas o Joanês tem uma regra gramatical única e própria: praticamente todas as palavras começam com a letra A + as últimas sílabas da palavra, ou seja:
  • bonito = anito
  • gostoso = atoso
  • jogar = agar
  • bença = abença
  • macarrão = acaão
  • delícia = alícia
  • desenho = asenho
  • aniversário = asálio
  • coberta = abeta
  • amarelo = alelo
  • vermelho = amelo
  • difícil = afício
  • brinquedo = aquedo
  • cueca = aieca
Quem não queria, todos os dias pela manhã, ser agraciado com um "A-dia!" super bem-humorado?

Alguém me falou que o idioma árabe é assim, começando com A... é isso mesmo, produção?

Outra peculiaridade desse idioma é que normalmente as perguntas começam e terminam com a palavra É:

É azul, mamãe, é?
É acaão, é?
É asálio, é?

Mais uma característica, que acredito ser baseada no inglês que ele já deve ter dentro de si: as palavras normalmente estão invertidas:

vede bola (bola verde)
bola minha (minha bola)
azul busa (blusa azul)
ami vovó casa (dormir na casa da vovó)
minha anelo moto (meu chinelo da moto)

O João ADOLA muitas coisas... adola bola, adola aielo esse (adoro esse chinelo), adola tetê, adola banho, adola Tata e assim vai...

Alguns verbetes comuns são o miau miau e o vrum vrum... Titi = Titia e Tutu = Titio!!!

E assim vamos indo, tentando decifrar suas pérolas e sua enxurrada de novidades comunicacionais, hahaha!!!

Enfim, essa é uma situação que só quem convive com uma criança pequena tem o privilégio de ouvir e participar... AMO!!! Obrigada, amores da mamãe, por me proporcionarem tantas alegrias nas grandes e pequenas coisas!!!

domingo, 18 de agosto de 2013

Momento Gourmet 6a edição!

Com duas semanas de atraso, finalmente essa semana consegui colocar à mesa umas comidinhas que vinha com vontade de fazer.. quer dizer, de comer, hehehe. Medalhão com soufflé de queijo e arroz branco. E para o toque final, um DE-LI-CI-O-SO cheesecake de goiabada.

Com algumas rosas e cravos frescos para dar um tom mais aconchegante, os tons de vermelho e prateado deixaram a mesa bem charmosa... 






Eu simplesmente adoro medalhão, e fazia MUITO tempo que não comia... e não fazia... e me lembrei por quê, rsrsrs a fritura dele é um pouco demorada e faz bastante sujeira no fogão.... mas vale muito a pena!
Como o açougue perto de casa é caprichado, já pedi os medalhões cortados e passados com o bacon em volta. Só me restou temperar, seguindo a receita do Tudo Gostoso (clique no título do prato para acessar a receita). Aliás, dessa vez todas as receitas será de lá!
O modo de preparo descrito para mim estava um pouco confuso e incompleto - ainda bem que já tinha feito medalhão outras vezes, e sabia alguns truques!
O que achei confuso foi a explicação do molho... mas aqui vai, esmiuçado pra quem pretende fazer em casa: ao terminar cada leva de fritura, descarte o restante da margarina queimada numa tigela (no dia seguinte, já durinha, ela poderá ir pro lixo). Pegue o vinho do tempero e despeje um pouquinho na frigideira, e despeje tudo de volta na tigela do molho. Após a última leva de fritura, despejar todo o tempero e mais o champignon na frigideira (não se esqueça sempre de descartar a margarina queimada, pro molho não ficar excessivamente gorduroso). Eu particularmente sempre gosto de acrescentar um pouco da conserva do champignon nos molhos - fica ótimo!
Outro truque, é que não se pode esquecer de fritar as laterais dos medalhões, ou seja, o bacon, para que ele não fique crú! É só colocar o medalhão em pé, encostado na lateral da frigideira, e ir girando aos poucos, quando cada pedaço estiver bem fritinho.
Pra mim, a maior dificuldade de um medalhão é conseguir deixá-lo ao ponto, porque normalmente são mal-passados, mas aqui em casa não gostamos. Então pedi que cada pedaço tivesse cerca de dois dedos de espessura, não mais que isso. Ao fritar, frite bastante o primeiro lado, até que fique bem dourado, escurinho,  depois as laterais, e depois o outro lado. Não fique virando e desvirando - seja paciente!





eu amo suflê de queijo, e também fazia séculos que não fazia nem comia! Segui a receita ao pé da letra e ficou ótimo! Só é uma pena que ele murche depois que tiramos do forno! Pelo menos os meus sempre murcharam! Mas o sabor é irresistível... se você gosta de queijo, vale a pena se aventurar! Para acessar a receita, lembre-se de clicar no título!




O cheesecake, para quem não conhece, é uma torta doce de queijo, muito tradicional e comum nos EUA. Só que lá a cobertura costuma ser de frutas vermelhas ou outras variedades. A goiabada já é um adendo brasileiro à sobremesa. E fica perfeita! Afinal, quem inventou a combinação de queijo com goiabada deve estar desfrutando as belezas do paraíso celestial. Foi a primeira vez que me aventurei nessa torta e posso dizer que o único problema dela é que não fica o dobro do tamanho, porque faltou!!! hehehe Comemos até entortar o cotovelo! E valeu a pena cada caloria ingerida!
Alguns detalhes sobre a receita ficam por conta de que troquei a margarina pela manteiga, não coloquei o vinho branco, porque não curto muito doces com bebidas alcoólicas (por conta disso, adicionar mais água), e a goiabada usada foi a cascão, que considero mais pura e saborosa!  Não ficou bonitamente caprichado, porque não tenho muita prática com esse tipo de torta, kkkk, mas comeria ele todinho de novo!!!


É ISSO...

E pra finalizar, só tenho a agradecer o carinho de meus seguidores que sempre acessam e leem meus posts, além do carinho da minha família cobaia! Depois de comer tudo isso aí, precisaria dar umas cinco voltas no quarteirão, mas como não posso, hehehe, fiz digestão de jiboia mesmo! :)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Cadê a mamãe?!?!

Deixei da Fabíola na porta da escola naquela sexta-feira, 25 de março de 2011, dei o tradicional beijo de mãe e desejei boa aula, como sempre. Combinamos que eu a buscaria no final da tarde, após voltar do meu exame no laboratório. Só que a falta de ar e a tosse não eram de praxe... já me consumiam a ponto de eu não conseguir andar curtas distâncias sem me escorar ou fazer pausas no trajeto e ficar com os lábios roxos.
Bem, naquele dia, quem foi buscá-la na escola foi a vó Emília, porque a mamãe já estava a caminho do hospital.
Não sei se conseguimos imaginar o que se passou na cabecinha dela, naquela altura, prestes a fazer 4 anos. Minha mãe não voltou pra casa.
Decidimos, sempre buscando viver pautados na verdade, dizer a ela o que estava acontecendo. Claro que não precisamos contar todos os detalhes, mas a verdade. Mamãe estava no hospital tentando sarar da tosse - coisa mais concreta e plausível que ela poderia entender. Ela já vinha me acompanhando e via o quanto eu tossia e passava mal. Muitas vezes me ajudara, com o braço e com as palavras, a subir os 8 degraus que antecedem a porta da sala de casa. "Mamãe, eu te ajudo. Você vai conseguir!". Sim, 4 anos. Sim, de um carinho e atenção invejáveis.
Bem, mamãe já estava no hospital há muitos dias, e nada de voltar pra casa. E nada de poder visitá-la ou vê-la. E o aniversário chegando. Graças a Deus pela vida dos nossos familiares e amigos que se revezavam incansavelmente na tentativa de distraí-la com passeios, visitas aos amigos, enfim, coisas diferentes pra fazer.
Aí veio a segunda notícia: a festinha de aniversário que aconteceria naquela semana não iria acontecer. Havia sido prorrogada. Mas a tia Keyla se encarregou de reunir alguns amiguinhos da escola e improvisar uma festinha... como agradecer?
Bem, nesse intervalo, uma notícia boa: poderia visitar a mamãe no dia do aniversário, 30 de março. Boa? Será? Ver a mamãe numa cadeira de rodas, com uma roupa esquisita e feiosa, usando um treco no nariz... até hoje não sei bem como isso foi processado na cabecinha dela. Fato é que seu rostinho mostrava uma certa apreensão. Sorte que o papai esqueceu de comprar as pilhas para o "levetoque" (laptop), porque assim logo pediu para irem embora para comprar as pilhas.



Outra notícia: o João vai nascer! Seu sonho de ganhar um irmão estaria prestes a acontecer. Mas já? E a mamãe? Como assim? Lá vai a Fabíola para a maternidade no dia 6 de abril aguardar a chegada do seu tesouro. E não é que o João trouxe um boneco bacana pra ela??? O Charlie, irmão da Lola.



Quanta novidade para apenas 13 dias... e o irmão nasceu, mas ainda não ia pra casa... a vó Ana conta que ele se decepcionou bastante quando viu um bebezinho pequenininho, que ainda não sabia brincar, rsrsrs. E o João chegou, mas ainda não posso ver a mamãe. Ela continua tratando a tosse. Será que a chegada do João tem alguma coisa a ver com isso? Quando eles vem pra casa? Quem pode imaginar o que se passava naquela cabecinha.
Três dias depois, com a mamãe já no quarto, ela pode nos visitar... quanta alegria!!! Mas a mamãe continuava com aquela coisa estranha no nariz - a inalação, rsrsrs.


Bem, logo após o final de semana, o João teve alta e voltou pra casa. Pra casa da vovó Emília, porque a mamãe continuava no hospital. Agora em outro, bem mais longe. Como é isso, do neném vir pra casa, mas não vem pra nossa casa e a mamãe não vem, fica por lá??? Confuso...
Mas a maturidade com que lidava com todas essas adversidades era impressionante e comentada. O carinho que tinha com o mais novo membro da família, o irmão tão desejado desde antes de sua fecundação, era enorme. Curtia bastante a companhia do irmão.


Ih, a Páscoa tá chegando... e o coelhinho vai trazer os ovos de chocolate... quem se voluntaria, porque o coelho mor tá no hospital, rsrsrs. Lá vai papai e titias cumprirem a missão... tudo tem que acontecer como de costume... pelo menos o mínimo esperado. Pelo menos alguma coisa. E o coelho veio... missão cumprida! Mas a mamãe não estava lá. Ainda estava no hospital. Vamos levar um ovo pra mamãe??? Ela adora chocolate! Eba!!!


Visitar a mamãe nesse hospital era sempre uma aventura. Longe, demorava bastante pra chegar. Foi até de trem e metrô, uma vez. Adora andar de trem e metrô. E a mamãe sempre guarda um lanchinho: suco de caixinha, torradas e geleia. Até hoje comento sobre isso com a mamãe!!! Eu bem que gostava dessa parte, rsrsrs. Teve um dia que a prima foi junto e ficamos assistindo desenho, na cama da mamãe!



Depois de um longo mês, exato, era hora da mamãe finalmente ir pra casa. A ansiedade era grande... a mamãe iria chegar pro almoço. Mas como ela viria? Ah, ainda bem que ela ligou do caminho e avisou que estava vindo numa perua grande, tipo a perua escolar do Gustavo, só que branca... o carro do hospital. Ah, ela também viria com a inalação no nariz! Sabendo o que esperar, a cena seria um tantinho menos assustadora.
A alegria era muito grande... mamãe e João vindo pra casa! No dia da festinha das mães da escola. Sim, era dia de apresentação, que ela havia ensaiado com muito empenho para mostrar para a mamãe. Como dizer que a mamãe não poderia ir??? Sem chance! Papai, aluga um cilindro de oxigênio portátil, que nós vamos à festa! E lá chegamos. Ela nem se deu conta das dificuldades pelas quais mamãe teve que passar, já que o teatro é no 2o andar e não havia elevador de acesso - só escada, coisa que a mamãe jamais poderia fazer naquele momento. Ainda bem que tinha o papai e o papai do Arthur para carregar a mamãe escada acima. Mas e Fabíola nem viu nada disso. Mas não é assim mesmo? As crianças nem sempre precisam perceber certas dificuldades que passamos... é nosso papel filtrar certas coisas. E naquele ano, pela primeira vez, ela cantava lindamente sua música pras mães, sem chorar e sem pedir o colo da prô... e apresentou sua primeira coreografia de GR... linda, charmosa, gatíssima! Como que a mamãe poderia perder isso??? Como não chorar?


Depois de algumas semanas, finalmente! A festa de aniversário iria acontecer! Já estava tudo comprado, providenciado (desde antes do hospital)... a decoração da Moranguinho era a eleita! Quanta emoção poder proporcionar a tal festinha, mesmo que atrasada... promessa é dívida, e estávamos pagando a nossa... a mamãe, mesmo ainda cansada, conseguiu, com a ajuda de preciosas amigas e cunhada, a preparar tudo. Que privilégio poder contar com pessoas tão especiais! Parabéns pra Fabíolaaaaa!!! É pique, é pique, é pique!!! Vivaaaaaaa!!!! Sopra a vela!



Bem, nossa vida recomeçou, mas tudo muito diferente. Tudo de pernas pro ar. Nada nunca mais foi nem parecido com o que era antes... a não ser o amor. O amor que une a família e faz com que façamos coisas incríveis! O amor que tenta ensinar mesmo nas adversidades. O amor que aprende, mesmo com o sofrimento e a insegurança. O amor que "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta"!