segunda-feira, 27 de julho de 2015

Carta aos meus filhos



Compartilho com vocês aqui aquilo que levei 40 anos pra aprender! Nem tudo vou saber quando, nem vou colocar na ordem em que aconteceram, mas vou listar tudo o que me lembrar que fui aprendendo ao longo da vida e que acredito possa ser útil a vocês!
Num filme aprendi que quando a gente aperta a mão para cumprimentar alguém, deve fazê-lo com firmeza. Sem apertar forte, claro, não vale espremer a mão da pessoa, mas com firmeza! Isso demonstra uma personalidade firme, decidida e passa segurança à pessoa do outro lado!
Na hora de lavar o cabelo, pra saber se ele está realmente limpo ele deve ficar meio áspero, emborrachado depois de enxaguar o xampu. Se ainda estiver macio, ainda está sujo e você deve repetir a lavagem! É o condicionador que o deixará macio novamente. Foi um cabeleireiro que me ensinou.
Pra decidir em que político votar, tarefa nada fácil em nosso país, não se deve olhar apenas as benfeitorias do candidato. Deve-se também pesquisar e saber que tipo de leis e coisas ele aprovou, apoiou, se fez parte de esquemas de corrupção ou fez gastos e projetos inúteis (ou supérfluos, secundários), quando não havia nem verba para melhorar os serviços básicos: saúde, segurança e educação. Se estiverem envolvidos em falcatruas, sem chance, alternativa descartada!
Aprendi que a vida não é nada fácil! Que a gente não tem as rédeas de nada, apenas das escolhas que fazemos sobre os caminhos que trilhamos quando as situações se apresentam a nós. Que podemos decidir sermos miseráveis de espírito ou felizes, mesmo com as adversidades.
Que não podemos julgar as pessoas, por mais que façamos isso o tempo todo. Só quem calça o sapato sabe onde ele aperta, onde cria o calo. Ou seja, só a pessoa sabe o que sofre e como isso afeta sua vida e decisões.
Que as coisas belas da vida não são materiais. Claro que todos gostamos de um conforto e é bom trabalharmos para termos algum, mas o que vale mesmo são as coisas que não se pode comprar. A natureza, as amizades, a família, a bondade e generosidade.
A maioria das pessoas não são amigas, são conhecidas. Apenas são curiosas a seu respeito e adoram falar coisas sobre você. Amigos de verdade são poucos e se revelarão ao longo da vida, especialmente nos seus momentos de dificuldade.
Que a escola é o caminho principal para se formar profissionalmente, mas não é o único. Não é ela que forma quem somos, mas o que sabemos sobre alguns assuntos do mundo. Sabedoria mesmo vem da família, da convivência em sociedade, de como lidamos com as situações, de como vocês foram ensinados, em casa, a lidar com as dificuldades e felicidades da vida. Por isso que pai e mãe são chatos e não deixam vocês fazerem tudo o que querem!
Nossa profissão deve ser capaz de nos dar o sustento necessário, mas devemos fazer aquilo que gostamos e que nos dá prazer. Devemos ganhar nosso digno salário para nos divertir. Quando isso não estiver mais acontecendo, é hora de rever tudo.
A televisão é legal, tem alguns programas interessantes e divertidos. Mas quase tudo é lixo, não vale nada!
A internet é muito legal! Tem coisas "do arco da velha!". Mas também é perigosa e deve-se ter cuidado com quem se conversa virtualmente e o quanto você expõe sua vida. E que moderação é a palavra-chave. Tudo em excesso faz mal.
Escute seu coração sempre que estiver na dúvida sobre o que fazer numa situação. Mas não deixe de pesar a razão um pouco também!
Que com amor e pelo amor, tudo vale a pena! Mas tudo o que tenha caráter e moral e não fira sua dignidade.
Também aprendi que quase tudo o que é delicioso de comer provavelmente faz mal à saúde. Não se prive de nada, mas coma tudo com moderação! Não me conformo que alface não tenha gosto de bacon e bacon não tenha gosto de alface!
Tenho plena convicção de que computador tem vida própria e normalmente faz apenas aquilo que quer.
Devemos ser limpos, organizados, ter uma casa ordenada. Mas não devemos nos matar por isso. Ela e nossos pertences existem para servir-nos e não para que sejam seus escravos!
Ler realmente funciona. É a leitura que nos deixa mais sabidos, mais ágeis de pensamento, mais criativos, mais críticos com o mundo onde vivemos.
Que Deus está acima de tudo e que "tudo contribui para o bem daqueles que O amam" (versículo bíblico). Mesmo que as coisas não aconteçam como esperamos ou imaginamos, será sempre o melhor, por alguma razão. Por isso, devemos ser sempre agradecidos à Ele e à vida. Devemos sempre honrá-lo, louvá-lo e seguir o caminho do bem que Ele preparou pra nós.
Acima de tudo, aprendi e tenho praticado a lição de que devemos sempre escolher ser felizes, mesmo que o mundo pareça desabar na nossa cabeça. Que não vale a pena ficar chorando a tristeza... chore-a por um dia, mas no outro, acorde e decida ser feliz! Faça o que precisa ser feito para resolver ou mudar aquilo que não está bom. Mão na massa!
Devemos amar e respeitar nosso cônjuge sempre. Ser fiel sempre. Amar sempre. Ainda acredito que o casamento seja pra vida toda e que deve ser regado à cada manhã, como uma flor frágil e delicada. Quero completar todas as bodas existentes ao lado do meu amor.
Uma família feliz, unida e bem estruturada é a base para que os filhos cresçam felizes e mais seguros.
Amor de filho não é igual ao amor de mãe. Filho bate asa, ganha o mundo, cuida da sua própria vida. Mas deve sempre amar e respeitar seus pais.
Viver em família é o bem mais precioso que temos. Nunca deixe isso de lado. Nunca perca as reuniões de família.
Que os mais velhos costumam acertar sobre os conselhos que dão aos mais jovens, mesmo quando isso parece um absurdo! Ouvi-los sempre, mesmo que decida depois não seguir o conselho.
Que a generosidade é essencial e devemos sempre ajudar as pessoas com o que tivermos ou pudermos, nem que seja oferecer um ombro para o outro chorar.
Dinheiro não traz felicidade, mas é bem mais legal sofrer em Paris, kkkk. Brincadeiras à parte, o dinheiro deve nos servir para vivermos bem a vida, sem excessos ou vaidades. O dinheiro mais bem gasto de todos é com viagens! Conheça o mundo, explore o diferente. Não vale a pena guardar tudo pra gastar na velhice. Mas também não vale a pena gastar tudo de pronto - guardar um pouco e se precaver é importante. Enfim, como tudo, o equilíbrio é a palavra-chave.
Devemos ser vaidosos e cuidar do nosso corpo. Aprendi com um amigo querido de trabalho que quando vamos encontrar alguém, devemos pensar em como nos vestir e aparentar para prestigiar aquela pessoa. Também devemos ser belos para nós mesmos. Mas a vaidade em excesso não faz bem à saúde!
Que amo vocês mais que tudo nessa vida! São a minha extensão, minha melhor parte. Quero estar sempre ao lado de vocês. Estarei sempre ao lado de vocês. Não importa como.

domingo, 26 de julho de 2015

Minha nada mole vida!

O título, roubado de um seriado de TV, vem bem a calhar quando o assunto é uma fase bem complicada da minha vida... daquelas que te obrigam a crescer e amadurecer rapidamente e "antes da hora".
Com o divórcio dos meus pais aos 10 anos de idade, nos mudamos de Ourinhos para o Rio de Janeiro, onde vivia boa parte da família da minha mãe.
Lá, fomos morar num apartamento de um condomínio na Barra da Tijuca, onde ficamos cerca de 1 ano e meio. Foi uma fase muito difícil, de adaptação a muitas coisas novas. Tinha acabado a moleza! Minha mãe saía cedo para trabalhar e voltava tarde da noite pra casa, o que me obrigou a aprender a fazer muitas coisas - tinha que esquentar ou preparar minha comida, dar conta da escola, que ficava em outro condomínio, longe - tinha que pegar ônibus, inclusive sozinha depois de um tempo. A despensa da casa não tinha muita variedade, mas graças a Deus nada nunca nos faltou.
Depois disso, precisamos entregar o apartamento e nos mudar. Foi quando começou nossa via sacra, fase da mala na cabeça. Morávamos cada período na casa de algum parente: casa da tia Beth e da tia Meena. Durante esta última, minha mãe morava com outros parentes, então nos víamos apenas aos finais de semana. Era cada ano escolar numa escola diferente.
Na 6ª série, em Laranjeiras, na casa da tia Beth, lembro que tive que usar kichute e odiava, achava que era tênis de menino - me sentia muito feia com ele. Nessa escola lembro que sempre serviam sanduíche de bolacha cream cracker com goiabada e suquinho de caixinha. Adorava. Uma vez, ao entrar no ônibus (pela porta da frente, gratuitamente, por ser aluno de escola pública), o motorista deu uma arrancada e saí rolando no asfalto. Ainda bem que não machuquei muito. Também foi nesse ano que minha mãe organizou uma festinha de aniversário pra família, com lanchinhos de atum e tals. Ninguém foi... foi a pior festa de aniversário da minha vida, me traumatizou por muitos anos. Mas também lembro, e ainda tenho, um lindo cartão de aniversário que a Tata desenhou todo pra mim! Hoje, faço questão de comemorar sempre! Adorava brincar com minha prima Paty - eram muitas brincadeiras, mas uma que me lembro bem era quando penteávamos o cabelo de baixo pra cima e fazíamos cabelo de Gal Costa! Também foi lá que abri um rombo no joelho, balançando de barriga pra baixo num balanço de pneu.
Na 7ª série eu estudava na Barra, de novo, mas não me lembro bem se já morava na casa da tia Meena, mas acho que sim. Às vezes ficava na casa da amiga mãe, onde ela morava e era bem pertinho da escola. Foi nesse ano que minha classe ganhou uma gincana da escola pela decoração e arrecadação de prendar pra festa junina e fomos fazer um passeio num clube no final do ano. Lá, uma outra aluna roubou uma prova de matemática e compartilhou com todo mundo! Todos foram bem na prova, exceto a menina que roubou... vai entender!
Na 8ª série, estudava em Botafogo e ainda morava na Barra, aí sim com certeza na casa da tia Meena e ia com o ônibus fretado do condomínio pra escola. O condomínio, Nova Ipanema, era muito legal - eu usava a piscina, ia à praia, ao Barra Shopping - tudo bem pertinho. Pra ir à praia, usava a balsa do condomínio pra atravessar uma lagoa que havia no caminho. Depois era só atravessar a avenida.
Já no primeiro ano do Segundo Grau (atual Ensino Médio), estudando já na Gávea, Colégio André Maurois, minha avó precisou vender nosso sítio do pica pau amarelo e comprou um apartamento em Laranjeiras, onde fomos morar, eu e minha mãe, minha avó e a querida e saudosa Babá, minha vozinha do coração. Ficamos morando lá um tempo, depois nós duas e Edgar alugamos um apartamento ali perto, onde moramos até o ano de 1991, quando terminei a escola e eu e minha mãe nos mudamos para os EUA, para morar com o Rafael.
Foi também no 1º ano que decido fazer ovos de Páscoa pra vender, Já sabia fazer bombom caseiro e ovos, havia aprendido com minha mãe há um tempo. Fazia tudo, todos os recheios caseiros, tudo de primeira qualidade, deliciosos. Sabores como coco, doce de leite com ameixa, cereja com licor, crocante, flocos de arroz... fazia tudo, até o crocante! Dava um trabalhão, mas valia a pena o sabor. Bem, comecei a vender e chamei minha prima Paty pra vender pra mim na repartição onde minha tia trabalhava, a extinta LBA. Ela vendeu uma tonelada! Havia ovo espalhado pela casa toda! No calor do Rio de Janeiro, casa quente, sem ar condicionado e com as janelas fechadas por causa do trânsito intenso da rua logo na janela... já nos últimos dias de produção, precisei chamar a super Tata pra me ajudar e já puxava vômito com o cheiro do chocolate, kkk. Mas o enjoo passou rápido e logo voltei a ser chocólatra! Deu pra ganhar um dinheirinho, que veio bem à calhar pra pagar os livros escolares daquele ano!
Ah, não posso esquecer da minha ralação durante a 8ª série, estudando meses e com aulas particulares de Português e Matemática para entrar numa escola federal de Segundo Grau, que era excelente. Tava craque nas matérias! Fiz a prova de Matemática com o pé nas costas, sabia tudo muito bem! Não passei... errei contas do começo ao fim, do tipo 2+2=5... o que o nervosismo faz com uma pessoa. Chorei muito, foi uma grande decepção.
Durante muitos desses anos frequentava uma igreja onde fiz muitos amigos. Dormia na casa de umas amigas, íamos à pizzaria de vez em quando ou jogávamos vôlei de praia no Leme sexta à noite. Também fazíamos muitos retiros nos feriados. Muita coisa legal. Fazia parte da equipe de escolinha infantil da igreja e por vezes ficava com as crianças durante os cultos. Adorava preparar as aulas. Acho que já era um prenúncio! Aliás, no 1º ano falei pra minha mãe que queria mudar de escola e fazer Normal (no Rio, era o Segundo Grau voltado para a formação de professores). Ao ser indagada por ela para que público eu pretendia lecionar, falei que era pra crianças - foi quando ela imediatamente negou meu pedido, alegando que professor infantil morria de fome! rsrsrs Se ainda fosse para trabalhar em faculdades... bem, não fui. Mas o destino se encarregou de acertar o meu caminho depois, rsrsrs.
Foi uma fase muito difícil essa do Rio de Janeiro, mas claro com muitas coisas legais também! Ralei muito, aprendi muito, me diverti muito, amadureci, virei gente!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O Sítio do Pica-pau Amarelo existiu! E era da vó Nair!

Ahh, o sítio da vó Nair... só os fortes saberão do que estou falando! Na verdade, só os primos mesmo... Localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, próximo à Santa Cruz, era nosso retiro nas férias de verão. Lindo! A entrada era toda de hibiscos sempre floridos!
Quando estávamos todos, eramos 10 primos: a Carla, Thaís, eu, Patrícia e Carolina (tsc, tú, menina!) eram da ala das meninas e o Beto, Eduardo, Daniel, Edgar e Rafael formavam a rodinha masculina. Algumas panelinhas se criaram em função das idades parecidas, mas isso não nos impedia de muitas vezes brincarmos juntos. Éramos pessoas muito ocupadas por lá:

  • Pipa: o Tolô era um jardineiro negão de dentes alvos muito gente fina que fazia de tudo para nos agradar e entreter. Era ele quem ia na vendinha próxima comprar os apetrechos. E também era ele quem construía a pipa para as crianças menores, como eu, e ajudava a empinar.
  • Guerra: o que fazer com as amêndoas caídas da amendoeira? Munição, ora! Era só juntar um monte em sacolas e depois se abrigar nas barricadas para se proteger e atacar seus inimigos!
  • Corrida de chapinha: pra quem não sabe, chapinha era a tampinha das garrafas de vidro de refrigerante. Na verdade, eram excelentes carros de corrida que disputavam grandes provas em pistas de terra acidentadas cuidadosamente esculpidas no chão. Os trajetos normalmente incluíam túneis, pontes, precipícios, subidas e descidas em montanhas, calombos e tudo o mais que conseguíamos fazer. Mega radical!
  • Caça aos morcegos: eu era muito medrosa e sempre ficava dentro de casa só observando pela janela, enquanto meus primos maiores balançavam os cabos de vassoura chamando a atenção dos morcegos, que vinham voando assim que a noite caía.
  • Reciclagem: sim, já usávamos essa técnica há mais de 30 anos: vasculhávamos o lixo atrás de embalagens que se transformavam em aviões, paraquedas, óculos e mil apetrechos.
  • Chico Bento: a chácara vizinha não tinha exatamente goiabeiras, como o vizinho do Chico, mas tinha muita manga rosa (diferente da nossa), abacaxi e outras coisinhas mais que valiam a pena a aventura da invasão e furto!
  • Jardim do Éden: o gramado da frente da casa era praticamente o paraíso: era lá que brincávamos de pega-pega, mãe da rua e todas as variantes dessas brincadeiras de correr.
  • Las Vegas é aqui!: tivemos a professora mais carinhosa, amorosa e malandra de todos os tempos! Sim, foi a vó quem nos ensinou a jogar buraco... mas era tão safada que roubava descaradamente de nós! 

Fora essas e tantas outras brincadeiras, tínhamos vários clássicos: chocolates que a vó ganhava, guardava no armário e dizia que era "pra hora íntima"... sorte minha e das primas menores, Carol e Paty, que dormíamos no quarto dela e muitas vezes desfrutávamos do momento!
Aliás, nós três fazíamos parte de outra tradição: o treliche de rede onde dormíamos, ao lado da cama da vovó. O problema era quando a Carol dormia em cima sem ter treinado bem a fazer xixi no banheiro! hahaha
E quais dos primos estão servidos com um pedaço de pudim de clara e rosca do rei? Alguém? Ou preferem chupar leite condensado das latas roubadas à noite da dispensa? No frio tinha também leite queimado (hmmm!) e maçãs carameladas no forno! Torradas com manteiga e açúcar - hoje em dia não pode! haha Bolo de laranja com glacê! Ah, que água na boca! Mas nada disso supera a BALA DA VOVÓ... garanto que você nunca ouviu falar ou leu a receita, porque era DELA! A melhor de todas! Especialidade feita com todo amor pra família!
Como não falar da mangueira? Enorme, pomposa, recebia todos os netos em seus galhos: cada um tinha o seu, cativo. Uma vez eu caí... claro que foi gracinha de um primo mais velho danado, né Dudu! O mala jogou uma manga podre na minha cabeça bem na hora em que eu descia... aí soltei os braços e fui quicando feito um saco de batatas mesa e banco abaixo (em volta do tronco havia uma mesa e banco de ripas de madeira). Lá fui eu chorando, com os joelhos ralados...
Meu outro acidente ficou por conta de uma insolação. Sempre íamos a uma praia próxima, que chamávamos de Praia das Conchas. Não sei se era o nome oficial dela, mas a chamávamos assim. Era linda, de águas límpidas e, claro, cheia de conchas! Achávamos de tudo por lá, até estrela do mar! Bem, depois de alguns dias pegando sol, batata: peguei uma insolação que apareceu por conta de um desmaio no colo da vó, na rede. Dias e dias de molho, sem poder fazer um monte de coisa, até que a minha mãe se encheu de me ver privada de fazer e comer muitas coisas sem a gripe passar, e me liberou tudo, hehe. Aí sarei!
Quantos Natais maravilhosos, acampamento no jardim, explorações da natureza, passeios na égua, banhos na caixa d'água com cuia, broncas e mimos da babá (imaginem a Tia Anastácia, do Sítio do Pica-pau Amarelo!) e frutas como o cajú, cajá, murici, ingá, tamarino, romã, goiaba... era muita alegria e muita coisa boa reunida num só lugar!
Final da tarde, mais precisamente às 5 horas, era hora do banho... e assim que a Bá avisava, começávamos a gritar a ordem da fila: "último!"... "penúltimo!"... "antepenúltimo!"... porque depois fechávamos a casa e era hora de ficarmos limpos, lá dentro!
Tempos que não voltarão na vida real, mas que constantemente voltam à minha memória - e tenho certeza absoluta que na dos meus primos também! Acho que tivemos a melhor infância do mundo, com a melhor vó do mundo! E por isso que tento, dentro da nova realidade e possibilidades que temos hoje, proporcionar uma infância gostosa pros meus filhos, com as melhores memórias possíveis, pra que cresçam com a mesma sensação que eu cresci, de total felicidade!