terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Camafeus!!! Amoooo!!!


Os docinhos já prontos para serem devorados!!!

Eu tenho uma história de amor de longa data com os camafeus... minha mãe me ensinou a fazê-los quando eu ainda tinha uns 7 ou 8 anos de idade!
Fazíamos de vez em quando em casa, em algumas ocasiões, e quando comecei a fazer minhas festas de Natal aqui em casa, iniciei uma tradição que faço questão de perpetuar! E quando penso que não terei tempo ou fôlego, a Fabíola me pergunta: mãe, cadê os docinhos de nozes??? Como não fazê-los?
 Fui tirando as fotos, então, para poder compartilhar minha receita de família com vocês! Confira o passo a passo abaixo e não passe vontade!

INGREDIENTES:

300g de nozes sem casca
1 lata de leite Moça
1 colher de sopa de manteiga
1 pacote de fondant
60 forminhas de brigadeiro nº 4 ou 5
Papel manteiga

A massa já pronta, os pedacinhos de nozes para a cobertura
e o pacote de fondant.

MODO DE PREPARO:

Pegue a metade das nozes e triture no liquidificador ou processador. Em uma panela, despeje o leite Moça, a mesma medida (1 lata) de nozes triturada e a manteiga. Leve ao fogo e mexa sempre até engrossar bem. Para ver se está no ponto, a massa deve cair da colher de pau em pedaços, tipo ploft, ploft!!! Reserve em uma tigela e deixe esfriar por algumas horas. Aproveite e corte o restante das nozes em pedaços compridinhos: eu pego cada banda dela e corto na metade.
Depois de fria, pegue a massa e modele as bolinhas e amasse-as, já que na verdade são compridinhas, como um mini retângulo. Se você mantiver um tamanho pequeno, como um brigadeirinho de festa tamanho 5, a receita renderá cerca de 60 unidades.
Numa outra panela, coloque o fondant e siga as instruções do pacote. Ele deverá ser derretido em banho-maria. Durante o processo, você precisará voltá-lo ao fogo algumas vezes.

Para banhar o docinho, o garfo de confeiteiro é
mais eficiente do que o comum.

Banhe os docinhos no fondant e vá colocando em uma forma forrada com papel manteiga. A cada bolinha, já acrescente o pedacinho de nozes em cima, enquanto o fondant está molinho.
Depois de prontos, estarão sequinhos e poderão ir pras forminhas de brigadeiro puxadinhas.

E quem disse que as crianças não podem ajudar?
Devem!
Agora é só experimentar bem devagarinho e aproveitar cada pedacinho!!!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Rabanadas sequinhas e deliciosas, sem mistério!



As rabanadas são tradição em muitas mesas de Natal aqui no Brasil! Eu amo e não abro mão de fazê-las todo ano!
As primeiras que fiz não foram muito elogiadas, porque ficavam bem oleosas... mas como sou teimosa e amo as bichinhas, a cada ano fui aprimorando a receita, que hoje arranca hummmmms de todos que experimentam a delícia!
Quem quiser se aventurar na cozinha e preparar essas gostosuras, que são ótimas para o café da manhã do dia 25, fique atento às dicas abaixo!

INGREDIENTES:

2 pães Filão amanhecidos
1 lata de leite Moça
3 latas de leite (usar a medida do leite Moça)
6 ovos
1 litro de óleo
Açúcar e canela
Bastante papel toalha!

MODO DE PREPARO:

Corte o pães e reserve por 2 ou 3 dias.
Em uma tigela, misture bem o leite Moça e o leite. Reserve. Em outra tigela, bata os ovos e também reserve.
Pegue as fatias de pão e passe no leite e depois no ovo. Vá acondicionando as fatias do pão em pé em uma assadeira, para que o excesso de leite escorra.


Coloque o óleo numa panela grande, que acomode 2 ou 3 fatias do pão e deixe esquentar bem. Frite as fatias até dourar. Ao tirar da panela, deixe escorrer e coloque no papel toalha.



Depois que todas estão fritas, corto ao meio quando as fatias são grandes, e passo no açúcar e canela. 
Aí é só lamber os dedos e se deliciar com essa iguaria Natalina!

DICAS DA CRIS!


1) Com quanto mais antecedência você se programar para fazer, melhor... eu compro os pães (ou encomendo em uma padaria) cerca de 3 dias antes do preparo. Corto em fatias grossas, de cerca de 1,5 a 2 centímetros e coloco em uma bacia coberta com um pano de prato. Deixo amanhecer por 2 ou 3 dias. Quanto mais durinho o miolo, menos oleosa ela vai ficar!

2) Antes de fritar as fatias de pão, deixe-as descansar um pouco na assadeira para que o excesso de leite escorra.

3) Não frite mais que 2 ou 3 fatias ao mesmo tempo! Elas sempre ficam prontas na mesma hora e é bom escorrer bem cada uma ao tirar da panela! Se tiver muitas fatias fritando, irão queimar!

4) Não economize no papel toalha! Ao colocar o pão para escorrer, não ponha uma em cima da outra e nem sobre o papel já molhado de óleo... eu vou colocando novas folhas por cima, para que o pão sempre vá numa parte seca do papel.

Congelei algumas, sem passar no açúcar e canela, para ver se fica bom... depois atualizo o post contando o resultado pra vocês!

sábado, 14 de dezembro de 2013

Delícias de Natal!

Algumas embalagens de Brigadeiro para fazer a felicidade de quem recebê-las! Lindas lembrancinhas pra aquela amiga especial, chefe, colega de trabalho, parente ou quem merecer!!! rsrsrs
Outras embalagens disponíveis!

Árvore de brigadeiro em caixa kraft!

Tigela com brigadeiro de colher
em saco de coração em organza.

Brigadeiro de colher em xícara de porcelana.

Taças Natalinas de brigadeiro de colher!


Cesta de capim dourado com 2 brigadeiros!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Escondidinho de carne moída com creme de milho


Pessoal, prato delicioso e com nível de dificuldade bem baixo! Ótimo para fazer no dia-a-dia e quebrar a rotina de sabores.



CARNE MOÍDA

INGREDIENTES:

750g de acém moído
1 cebola pequena picada
1 colher de sopa de alho picado (eu uso o picado pronto)
1 caldo de carne
louro em pó
sal a gosto

MODO DE PREPARO:

Fritar a cebola e o alho até dourar. Colocar o caldo de carne e, com a ajuda da colher de pau, amassá-lo e misturá-lo com o refogado. Colocar a carne e desmanchar as pelotas com a colher até cozinhar bem. Acrescentar o louro em pó e o sal. Reserve.
Se preferir, faça a carne à sua maneira.

CREME DE MILHO

INGREDIENTES:

1 lata de milho
1/2 cebola pequena picada bem miúda
1 colher de manteiga
1 copo de leite
2 colheres de sopa de maisena
noz moscada (opcional)
queijo ralado
sal

MODO DE PREPARO:

Fritar a cebola, em fogo baixo, na manteiga. Enquanto isso, bater o milho, junto com a água da conserva, no liquidificador. Despejar o milho batido na panela com a cebola refogada.
Adicionar o leite com a maisena já dissolvida, uma pitada de noz moscada, sal e um pouquinho de queijo ralado. Mexer sempre até engrossar.

MONTAGEM: usar 1 copo de requeijão e queijo ralado

Espalhar a carne no fundo de um pirex ou forma refratária. Colocar várias colheradas de requeijão espalhadas sobre a carne e cobrir com o creme de milho. Polvilhar queijo ralado e gratinar em fogo alto até dourar.

Depois é só servir e se deliciar! Bom apetite!

Depois do dia em que a Terra parou - parte III

Cheguei ao Beneficência Portuguesa de SP de madrugada. Fui encaminhada à UTI, que era bem diferente da que eu estava. Fiquei num quarto com isolamento, porque era a vaga que tinha. Nele, havia 2 camas, mas a outra ficaria vazia por 1 ou 2 dias.
Logo que fui acomodada, um funcionário, que não sei bem se era técnico de enfermagem ou enfermeiro, veio falar comigo para saber o que eu tinha. Quando falei que era Hipertensão Pulmonar, ele me olhou e respondeu (lembro exatamente de suas palavras até hoje!): "Não se preocupe! As médicas irão te deixar um pouco sem água, mas você vai ficar bem!". Ninguém tem noção do significado dessas palavras pra mim naquele momento! Não era apenas um consolo, mas me trouxeram uma confiança enorme quando pensei: puxa, aqui eles sabem o que é HP e sabem como tratá-la! Eu vou ficar bem!
Já no dia seguinte veio uma cardiologista fazer um Ecocardiograma. Tá, eu já havia feito pelo menos uma meia dúzia no hospital anterior, mas estava num novo hospital e eles certamente queriam fazer um novo. Tuuuudo bem! Não é um exame chato de se fazer, é bem tranquilo e indolor. O que me chamou a atenção, de novo, foi a postura da médica. Também me lembro de suas palavras com exatidão: "Vamos descobrir a causa da sua Hipertensão Pulmonar?". Pode parecer uma bobagem, mas essa frase expressa nitidamente uma postura de quem está interessado no caso, em descobrir alguma coisa de fato. E quem procura, acha! Infelizmente não achou a causa, mas descobriu que tenho um furame oval no coração: um furinho, para os leigos! Ele faz uma ligação entre os átrios do coração. Provavelmente seja congênito. O que acontece é que todo mundo nasce com esse furinho, que se fecha posteriormente em quase todas as pessoas. Não no meu caso. Bem, na hora da descoberta foi uma sensação! Acharam que poderia ser a causa e, se fechado, estaria curada. Mas não foi isso o que aconteceu. A dra. Jaque explicou que, pelo tamanho pequeno, não seria a causa da HP e, se fosse fechado, poderia piorar meu quadro, já complicado. Na verdade ele estava era me fazendo bem: servia como válvula de escape para o sangue, que não conseguia fluir pelas veias pulmonares, obstruídas. O lado negativo é que quando o sangue volta e escapa, ele não passa pelo pulmão e, consequentemente, não recebe oxigênio. Por isso minha saturação sanguínea cai tão facilmente.
Como o hospital é longe de casa, e o Marcos já precisara voltar a trabalhar, nem sempre conseguia ir nas visitas. Então frequentemente minhas primas e primos apareciam por lá para me dar um apoio moral! Que delícia!
Bem, fiquei alí muitos dias, usando uma máscara chamada Venture, que dispensa O2 em grande quantidade. Nossa meta era diminuir aos poucos o fluxo de oxigênio até que pudesse, de preferência, ficar sem ele. Tudo isso regado a muito repouso! Até de falar! Se conversava um pouco mais, já ficava ofegante.
Depois de uns dias naquele isolamento, fui transferida para outra UTI - dessa vez, daquelas em que há vários leitos, um do lado do outro. A TV ficava mais longe e com o volume mais baixo. Mas tinha mais gente e movimento, o que pode ser bom e ruim ao mesmo tempo.
Uma UTI não é um lugar bom para se estar, apesar de imprescindível às vezes. São várias as razões para que não seja um bom lugar, mas uma coisa, em particular, me chamou a atenção: a comida era muito ruim. Eu não tinha restrição alimentar, e mesmo assim serviam aquela comida tradicionalmente insossa, sem graça, sem apelo visual nenhum. No lanche da tarde serviam 2 pãezinhos secos e 1 danone. Às vezes conseguia um contrabando de uma manteiguinha pra passar no pão, rsrsrsrs. Outra coisa que não me incomodou demasiadamente, porque sou muito tranquila com as coisas, mas que é bastante desagradável, é o uso da comadre e o banho de leito. Enfim, quem fica na UTI por um tempo ou perde o pudor ou sofre demais. Eu optei por perder o pudor!
A dra havia pedido que eu usasse o banheiro da UTI, para testar como eu ficava ao fazer esse esforço. Para isso, a enfermeira precisava buscar um pequeno cilindro de o2, me conectar e ir comigo até o banheiro, que ficava há uns 2 metros da minha cama. Era uma aventura! Eu, andando! Me lembro bem que elas não gostavam de fazer isso - faziam caretas, já que não era procedimento padrão alí. Entendo. Mas fico pensando se elas não poderiam ficar feliz de eu estar conseguindo fazer tamanha proeza!
Depois de uns dias, finalmente pude ir para o quarto! Minha mãe foi pra lá pra poder ficar comigo. Eu ainda usava a máscara e ainda precisava de muito repouso. Mas a cada dia que passava, ficava um pouco melhor. Já tomava banho no banheiro, sentada e com a ajuda da enfermeira, claro. Mas já era uma conquista e tanto! Mas não era fácil explicar pra enfermeira que eu não podia tomar banho rapidamente, como ela queria, por causa da falta de ar. Pelo contrário: tudo tinha que ser muito devagar e pausadamente. Ainda tenho dúvidas se ela já entendeu!
O Marcos ia me visitar de noite, sempre que dava. Era uma enorme alegria poder vê-lo e matar a saudade! Muitos amigos e familiares deram uma passadinha por lá! Que delícia ver pessoas especiais nos dando carinho e atenção. Quem não gosta? Alivia muito toda a chatice do contexto.
Aos domingos, era dia da Fabíola ir. EBAAA!!! Não é norma do hospital que crianças façam visitas, mas eles entenderam a situação e fizeram vista grossa para o caso, rsrsrs. Criamos uma tradição: eu juntava lanchinhos durante a semana e, quando ela chegava, já ia logo perguntando: "Mãe, tem lanchinho?" Pra uma comilona de mão cheia e que adora suco de caixinha e aqueles pacotinhos de torrada, bolacha e geleia, era um prato cheio! E então ficávamos conversando um tempo. Ela é mesmo uma joia! Não dava trabalho com nada. Até hoje ela fala nos benditos lanchinhos!
Foi nesse período que a dra, Jaque me pediu para fazer um cateterismo. Fiquei com muito medo, baseado naquele (des)conhecimento antiquado do procedimento. Fui muito nervosa para a ala do exame - tinha muito medo. Sabia que era invasivo. Mas sabe que o procedimento em si não é tão horrível? Pelo menos no meu caso, apesar de algum sofrimento por conta da falta de ar e do desconforto normal do exame, não foi tão ruim quanto pensava. Em compensação o pós-exame foi um horror. Eles demoram para extrair o acesso espetado na virilha e eu, que tinha algumas crises de tosse, acabei ficando com um hematoma gigante e muito dolorido. Acho que, ao tossir, a agulha acabou furando minha artéria. Sofri muito e por vários dias por causa disso. Fora isso, ficar com a perna imóvel e imobilizada por voltas e voltas de esparadrapo como se fosse atadura, até o dia seguinte, não é nada fácil. Vi o amanhecer naquele dia e, no primeiro sinal do primeiro raio de sol, apertei a campainha e pedi encarecidamente que retirassem o curativo, porque já não aguentava mais. UFA!
Bem, depois de mais de mês internada, estava chegando a hora de receber alta! O fluxo de oxigênio já havia reduzido consideravelmente e a máscara havia sido trocada por um cateter nasal comum. Minha saturação também já não caía tanto durante um esforço físico (entende-se por esforço físico neste contexto, caminhar, com o2, pelo corredor do hospital). Só que a alta estava condicionada ao fornecimento de homecare pelo plano de saúde, em que o2 e fisioterapeuta deveriam ser disponibilizados em minha casa. Aí começa a chatice da burocracia.
Com muita briga e insistência, conseguimos, em uma semana, a liberação do plano. Foi, então, no dia 6 de maio, dia exato em que João completava 1 mês (e quase esse tempo que eu não o via), e ante-véspera do dia das mães, que finalmente pude ir pra casa, após 43 dias de internação! Não tem palavras que possam descrever o sentimento.
Como usuária de o2, precisei ir de ambulância pra casa. Do meio do caminho liguei para a Fabíola, avisando que já estava chegando, e contei que estava indo numa "perua" branca, tipo aquela em que o primo ia pra escola, e que ainda estava usando aquela coisa de fazer inalação. Minha esperança era de que ao avisá-la, ela não tomaria um susto tão grande ao me ver saindo da ambulância, carregada na cadeira de rodas escada acima, com o cateter no nariz. Acho que funcionou!
Cheguei bem na hora do almoço e pude finalmente fazer uma refeição em família! Isso sim não tem preço! Naquela mesma noite, fiz uma estrepolia e fui à apresentação de Dia das Mães da escola. Isso também não tem preço!


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Breguetinhos de Natal!!!

Aproveito a onda dos BREGUETES para publicar alguns que fiz nos últimos Natais... não tenho fotos de todos, mas aqui vão alguns registrados...

ÁRVORE EM MDF


 PAINEL EM EVA COM CARTÕES E
LEMBRANCINHAS ESCOLARES


PAPAI NOEL E ÁRVORE EM EVA NO PALITO


CALENDÁRIO DE NATAL


Quem sabe ano que vem não faço mais novidades???

sábado, 30 de novembro de 2013

Momento Gourmet 7a edição: demorou, mas chegou!

Fiquei um bom tempo sem preparar os momentos gourmet... não tá dando pra fazer toda semana, então a gente vai fazendo como pode, hehehe.

Fazia um bom tempo que o Marcos tinha me pedido para fazer um escondidinho, então aproveitei e preparei a 7a edição do Momento Gourmet! Foi meio improvisado, com algumas coisas de última hora, mas deu para ficar bacana! E isso é vida real: às vezes a gente tem mais tempo ou chance de planejar, mas às vezes vale o improviso!



O toque de charme ficou por conta do arranjo da mesa: um ramalhete de jasmins cheirosos colhidos do nosso próprio jardim, numa garrafa que estava guardada e que agora ganhou cadeira cativa na minha mesa da cozinha!

E para compor o look da mesa, alguns acessórios já conhecidos, mas que gosto bastante e que dão um toque rústico à mesa, para combinar com a origem do escondidinho, nosso lindo Nordeste! Aliás, esse jogo americano foi comprado lá, quando estava em lua de mel!


Bem, vamos ao cardápio: escondidinho de purê de mandioca com carne seca, arroz branco e salada verde, simples. Não tenho uma receita específica para o escondidinho, mas explico o preparo abaixo. Para sobremesa, um pudim de leite condensado. Dê uma olhada nas delícias...

ESCONDIDINHO DE CARNE SECA

INGREDIENTES DO PURÊ DE MANDIOCA:

Mandioca cozida (eu compro prontinha, já cozida, numa quitanda aqui perto!)
1 colher de sopa de manteiga
1 caixinha de creme de leite
1 colher de sopa de queijo ralado
1 pitada de noz moscada
Sal a gosto

MODO DE PREPARO:

Amassar a mandioca ainda quente e misturar os ingredientes. Dependendo da quantidade de mandioca, uma caixinha inteira de creme de leite pode ser muito, então é melhor colocar aos poucos. Misture tudo até que fique com a consistência bem cremosa. Se precisar, adicionar leite. É preferível deixar para misturar o purê por último, quando a carne já estiver pronta.

INGREDIENTES DA CARNE SECA:

1/2 kilo de carne seca
1 cebola
1/2 pimentão vermelho
Salsinha e cebolinha picados
Azeite

MODO DE PREPARO:

Para tirar o sal da carne, colocá-la, já em cubos e sem gordura, de molho numa tigela, na véspera. Trocar a água da vasilha 3 vezes: uma antes de dormir, uma de manhã e outra na hora do almoço.
Depois de dessalgada, colocar a carne numa panela e cozinhar com água até ficar bem molinha - demora 1 ou 2 horas. Depois, desfiar a carne e separar.
Numa outra panela, refogar a cebola e pimentão picados para refogar no azeite. Eu prefiro em fogo baixo, para que fiquem bem molinhos. Quando estiver tudo douradinho, adicionar a carne e o cheiro-verde e mexer bem! Eu usei a panela de barro que ganhei do meu pai - deu um toque maravilhoso ao visual e sabor da cerne!



Para montar, coloque a carne refogada no fundo de um pirex ou travessa refratária e cubra com o purê de mandioca, arrumando para que feche bem a carne. Polvilhar com queijo ralado e levar ao forno para gratinar. Servir se se deliciar!


E para a sobremesa de última hora, um delicioso pudim de leite condensado! A receita é a que uso há anos e adoro, porque fica leve na textura e no sabor.

PUDIM DE LEITE CONDENSADO

INGREDIENTES:

1 lata de leite Moça
1 lata de leite (medida da lata do leite condensado)
4 ovos
Açúcar refinado

MODO DE PREPARO:

Bater o leite condensado, o leite e os ovos no liquidificador. Colocar o açúcar na forma do pudim e levar ao fogo para derreter e fazer o caramelo. Eu prefiro pouco caramelo e clarinho, porque acho mais suave - quem preferir, pode colocar bastante e deixar escurecer bem. Girar a forma em todos os ângulos, para que o caramelo unte a forma toda.
Depois de pronto, adicionar a massa do pudim e levar ao forno pré-aquecido, médio, em banho-maria. O tempo de forno é cerca de 30 a 40 minutos. Eu uso o velho truque de espetar um garfo pra ver se está pronto: se o garfo sair limpo, voilá!
Deixar esfriar e colocar na geladeira. Depois, desenformar numa travessa redonda.



Não teve pra quem quis... ver a família comendo com gosto e pedindo "quero mais" é tudo o que a gente quer ouvir quando prepara essas delícias com amor! Vamos celebrar a família e sentar à volta da mesa posta e charmosa, pelo menos de vez em quando!



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Meus Breguetes...

Adoro essa palavra, breguetes! Ela é bem versátil e muito divertida! Há quem use os termos cacarecos, trecos, bugigangas e afins.... mas eu gosto mais dessa! E por isso foi a eleita quando escolhi o nome do blog e da marca dos meus feitos artesanais.

Curto muito usar material reciclado para os breguetes... acho que tem muito desperdício de embalagens, e podemos reutilizar muita coisa com um pouco de criatividade! E para complementar, também uso bastante E.V.A.... acho lindo! Tem cada cor, textura e estampa sensacionais! E é super fácil de manusear.

Aqui vão algumas coisas que já fiz com esse material:

CESTA GOSTOSURAS

Uma cestinha feita com caixa de leite longa-vida e E.V.A. Com o tema de guloseimas, fica perfeita para lembrancinhas de aniversário... vai cheia de gostosuras, uma língua de sogra e um mini livro de história.


COFRINHO REAL

Um cofrinho feito com caixa de suco longa vida pintada. As crianças vão adorar enchê-la de moedinhas!


ESTOJO HORRIPILANTE

Esse estojo feito em E.V.A. com cara de monstro é bem versátil: pode ser recheado com um kit higiene ou material escolar. O colorido é lindo!


JOGO DA VELHA

Confeccionado com E.V.A. e tampinhas de garrafa pet, pode ser feito em vários temas e cores. 


JOGO DA MEMÓRIA

O jogo da memória é feito com E.V.A. e pode ser elaborado com qualquer personagem ou tema!


PORTA-LÁPIS FOFUCHO

Esse porta-lápis foi feito com um copinho plástico e pode conter tanto material escolar, quanto docinhos ou o que a sua imaginação pedir! Pode ser feito em vários modelos de bichinhos.



Espero que tenham gostado! Me divirto bolando e confeccionando essas coisas! E a criançada adora!!! 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cestinhas de Carne Moída com Creme de Cebola e Queijo Minas

Gente, hoje não teve Momento Gourmet, mas deveria ter feito! Na minha recente busca por receitas diferentes com carne moída, já enjoada dos pratos de sempre, hoje tive uma ideia! Normalmente quando temos alguma ideia, alguém já teve, mas não procurei pra saber. Acabei inventando uma receita, que ficou uma delícia, por isso compartilho com vocês!

Imagine uma esfiha aberta, só que, ao invés da massa, a carne moída!


INGREDIENTES - CARNE
750 gr de carne moída (gosto do acém)
1 colher de sopa de mostarda
4 colheres de sopa de creme de cebola
1 colher de sopa de molho de alho (pode ser alho bem picado, se preferir)
louro em pó
sal e pimenta do reino a gosto

INGREDIENTES - COBERTURA
1 pacote de creme de cebola (o que sobrar do tempero da carne)
2 polenguinhos
1 colher de sopa de cream cheese (ou requeijão)
1/4 de queijo Minas meia cura ralado graúdo
1 cebola pequena
manteiga
queijo parmesão ralado
manjericão

MODO DE PREPARO

Numa vasilha, tempere a carne com os ingredientes listados acima. Misture bem e faça 10 bolinhas. Amasse cada bolinha num formato de cestinha, como se fosse uma esfiha aberta, com diâmetro aproximado de 8 cm. Leve ao forno quente e pré-asse a carne.

Numa panela, prepare o creme de cebola conforme a instrução da embalagem e acrescente o polenguinho e o cream cheese, em fogo baixo, pro queijo derreter. Ajude com uma colher de pau.

Em outra panela, frite bem a cebola picada não muito miúda, em um pouco de manteiga. No fogo baixo você consegue que a cebola fique bem molinha sem queimar. Quando estiver no ponto desejado, desligue o fogo. Deixe esfriar um pouco e acrescente, sem mexer muito, o queijo meia cura ralado.

Quando a carne estiver assada (não precisa dourar ainda), retire do forno. Se tiver juntado água dentro das cestinhas, levante a forma ligeiramente para que a água escorra. Encha a carne com o creme de cebola, acrescente o queijo misturado com a cebola e polvilhe com queijo parmesão ralado.

Leve novamente ao forno, até dourar. Retire do forno e polvilhe com manjericão. Está pronto para servir!

Bom apetite!!!

domingo, 22 de setembro de 2013

Resiliência

A primeira vez que ouvi essa palavra foi em uma reunião de trabalho. Meu chefe na época, uma pessoa que me ensinou muito do que eu sei e sou hoje, apresentou a palavra ao grupo. Apesar de eu ser uma pessoa bastante esquecida, certas coisas a gente nunca esquece, e essa, por algum motivo que talvez eu possa entender hoje, foi uma delas.
Ele explicou o significado da palavra com uma imagem. A descrição de um personagem de um desenho infantil da nossa época: os Herculóides. Entre os personagens, tinham o Gloop e o Gleep: "duas criaturas de um material elástico capazes de assumir todas as formas imagináveis". Ou seja, capazes de se adaptar a qualquer situação! Aí vai a foto deles, para quem não se lembra ou não viveu essa época:



Fato é que essa palavra se tornou essencial na minha vida. Acho que ela é importante para todos, porque cada um, em suas aventuras pela vida, precisa se adaptar. Pelo menos eu acredito assim e é como procuro fazer.
Na minha opinião, quando as situações difíceis da vida se mostram a cada um de nós, temos sempre a escolha de trilhar um de dois caminhos: podemos fugir, nos encolher, nos isolar e chorar incesssantemente, nos deprimir, e passarmos a achar que somos a criatura mais injustiçada do universo. Ou, ainda, podemos escolher a segunda opção, na minha opinião, a opção da felicidade (lembrem-se de que já comentei em um texto anterior que acredito que felicidade seja uma escolha de vida). Ao decidir por ela, podemos nos abater, ficar tristes, chorar, gritar, mas, depois enxugar as lágrimas, se levantar e dar a volta por cima! E nos adaptar! Assim como Gloop e Gleep, assumir a forma de que precisamos para poder lidar com a nova situação.
Vale a pena refletir que, assumir uma nova forma, não implica na perda da essência. O material continua sendo elástico, forte, não se rompe. Não muda. Apenas se molda e, depois de resolvido o problema, pode voltar ao que era antes - pelo menos no desenho animado. Já na vida real, acredito que nunca voltamos ao que eramos antes. A cada situação que passamos, a cada nova moldagem que fazemos, vamos adquirindo uma nova forma, que nunca se repete. Mas a essência tá lá dentro - essa não muda.
Hoje, na prática, ser resiliente pra mim tem vários significados...
É saber andar devagar. Meu ritmo frenético de antes, em que fazia 3 ou 4 coisas ao mesmo tempo, mudou completamente. Hoje faço sempre apenas 1 coisa de cada vez, e olhe lá! Tem dias que essa uma coisa é apenas repousar (mas bem que dá para usar o computador nesses dias, então já são duas coisas, hehehe). Mas, como tudo na vida de um otimista de plantão tem pelo menos uma vantagem, andar devagar pode significar ter a oportunidade de enxergar coisas que não se vê quando se anda rapidamente. Poder ver a natureza, os detalhes do caminho, das pessoas em sua volta. Ser um apreciador das sutilezas da vida.
É saber fazer pausas. Tudo o que faço hoje que exija movimentação física, demanda algumas pausas no caminho. Quem está à minha volta já sabe. Ando um pouco e paro. Mais um pouco e, de novo. No banho, esfrego os cabelos e, ufa! Depois de uma boa chuveirada de descanso, já posso me ensaboar - assim vou passando pelas etapas do banho e de me vestir. Leva um tempo, mas consigo! A conta da água não é das melhores, mas pensar que eu poderia nem conseguir fazer isso sozinha, já é uma delícia fazer mesmo que pausando. Se a pausa me permite fazer as coisas sozinha, então ela é minha amiga!
É saber aceitar ajuda. Para quem sempre foi super independente e quase auto-suficiente em várias situações, isso não é uma tarefa fácil. Saber que você precisa da ajuda das pessoas e que elas fazem isso com amor é fundamental para parar se sofrer. Aprender que pedir ajuda é uma coisa que pode estreitar as relações e que receber a ajuda pode se transformar em uma troca de carinho, também nos faz ver a dificuldade com outros olhos. O otimista vai transformar a frase"eu mesma queria fazer isso" para "olha como sou mimada! Tenho sempre alguém que pode fazer isso por mim!".
Enfim, ser resiliente é se adaptar e, com isso, transformar o ruim em bom! Pode ser a diferença entre uma vida alegre e bem vivida, mesmo com as limitações que nos são impostas, e uma vida amarga, triste e cheia de decepções.
Eu escolho (de novo), ser feliz!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Filha!

Não costumo falar sobre religião, muito menos sobre a minha. Hoje em dia essa discussão está muito banalizada e deturpada, agressiva. As pessoas se acham no direito de falar o que pensam (e têm), mas acabam fazendo isso de uma maneira muitas vezes arrogante e impositiva. Não tenho paciência. E tenho vergonha de tantas bobagens que muitos infelizes fazem, sujando o nome daqueles que fazem o bem.
Mas tenho minhas crenças e valores cristãos. Acredito no que está escrito na Bíblia, apesar de nem sempre achar que tudo deveria ser como está lá. Mesmo assim fiz essa opção e acredito nela como a palavra de Deus. E acredito que Ele é quem cuida de mim e me encaminha pelas veredas da vida. Acredito também no livre arbítrio e que colhemos aquilo que plantamos.
E ainda bem que sempre plantei o bem, a amizade, o amor, a dedicação. Por isso acredito que recebo tudo isso de volta. E tenho certeza de que Deus está nisso. Ainda bem que escolhi o caminho do bem. Deus também está nisso.
E tenho certeza de que Ele tem me ajudado e me inspirado a trilhar os caminhos que a vida têm me trazido. Sei também que Ele elegeu umas tantas pessoas maravilhosas que têm cuidado de mim. E sei também que não será diferente nos novos caminhos que se abrem à minha frente. Entrego tudo a Ele, meus medos, minhas angústias, meu fardo pesado.... troco pelo Dele, que é leve e suave. Negócio de Pai pra filho isso, de trocar um leve por um pesado, não é? Ainda bem que tô na posição do filho, hehehe.
Num outro texto falei que alguns caminhos são cheios de pedras que devemos superar. E algumas são bem grandes. Mas no tamanho exato que podemos suportar, segundo os valores cristãos. Acredito! E acredito também que Ele nos capacita, nos fortalece, nos traz a fé necessária. Estou contanto com isso! Só Ele para nos fazer traspassar determinadas pedras e nos enxugar as lágrimas.
Se Jesus, que era o Filho, chorou angustiado quando percebeu que chegara a hora de seu sacrifício, imagine pobres mortais como nós, se não sentiremos medo? Afasta de mim esse cálice, Pai! Mas Ele sabe exatamente o que podemos suportar. E nos capacita para tal. Amém!
E além de nos capacitar, ainda bem que Ele elege anjos para estarem à nossa volta. Tem vários deles comigo. Muitos não podem ser vistos, acredito, mas muitos podem, são de carne e osso! Tenho medo de citar nomes e deixar alguém de fora... mas quem tá comigo sabe! Tem anjo que escuta... tem anjo que ajuda sempre nas limitações... tem anjo que dá o ombro... tem anjo que chora junto... tem anjo que faz arroz doce... tem anjo que dá uma palavra doce... tem anjo que dá uma palavra forte, de ânimo... tem anjo que só fica do lado, pertinho... tem anjo que ora secretamente... enfim, tem é anjo... como diria o caipira, tem anjo pra mais de metro!
Não sei se isso é uma reflexão, um desabafo ou uma oração... mas é o que está no coração. Talvez tudo junto e mais um pouco! Talvez o texto esteja confuso. Já disse que é o que está no coração.
Que eu saiba agradecer por tudo todos os dias.
Que eu consiga ter a fé que preciso.
Que eu caminhe no caminho que tem que ser.
Que eu confie.
Que eu tenha paz.
Que eu acredite na vitória.
Qual é a vitória?
Que eu seja doce.
Que eu seja resiliente.
Que eu me entregue.
Que eu seja Filha.

sábado, 24 de agosto de 2013

Aprendendo a falar Fabiolês e Joanês

Acompanhar o crescimento e desenvolvimento de uma criança é uma experiência de uma riqueza sem fim! São tantas conquistas gostosas e lindas, que não tem como não nos emocionarmos de vez em quando. E normalmente são as coisas mais simples e banais da vida, mas que fazem uma diferença incrível na vida de quem está aprendendo e crescendo.
Quando a Fabíola era menos nos divertíamos especialmente com seu vocabulário! Tanto que na época comecei a anotar várias palavras num arquivo, mas, adivinhem... perdi o arquivo! Outro dia, fazendo um belo esforço mental, rsrsrs, consegui relembrar de algumas pérolas que nos alegraram muito a vida... dela, hoje tenho mais registro de frases muito engraçadas do que palavras soltas pronunciadas erradas.
Então vamos conferir algumas delícias de Fabíola...

VERBETES:
  • confortávio
  • axisti TV 
  • amicondras (microondas)
  • queijo rolado
  • pemimo (pepino)
  • prendineta (predileta)
  • lixo reciclávio
  • papú (sapato)
  • liuquidificador
  • açúrca
  • iorkut (iogurte)
FRASES INSPIRADORAS:

“Eu te amo, bebê... como eu podia imaginar que você ia ser tão fofinho!”

"Mamãe, eu adoro você! Você é mais legal que minha bexiga!"

“O suco tá aqui, ó, quase chegando no metro... tá no metro e três.... quando chegar no metro e quatro, aí acabou!” (mostrando as medidas de um copo)

 “João, vc é tão familiar!”

"Nao é que eu e o João vamos fazer aniversario junto? Eu imagino esse sonho todo dia, né?"

Fabíola estava comendo sucrilhos e conversando com uma amiga em casa: "não pode dar sucrilhos pro Bart (meu cachorro) porque senão ele vai ficar com gripe, aí, vai ter que operar a patinha!"

Fabíola, vendo uma foto dela mesma, neném: "nossa, que vida fácil nesse balanço!"

Fabíola, com o João no colo: "Ele é tão pesado que murcha a minha perna!"

‎"Sou rapidez veloz"!

Fabíola olha e desinfetante pendurado no vaso e solta: "pato gelma desliza e deixa o trabalho sujo para Pato. Você quer comprar, mamãe?"

O João... esse foi bem preguiçoso para começar a falar... deslanchou mesmo com 2 anos, e agora fala um monte de coisas engraçadas, e um monte de coisas que não entendemos, rsrsrsrs. Mas o Joanês tem uma regra gramatical única e própria: praticamente todas as palavras começam com a letra A + as últimas sílabas da palavra, ou seja:
  • bonito = anito
  • gostoso = atoso
  • jogar = agar
  • bença = abença
  • macarrão = acaão
  • delícia = alícia
  • desenho = asenho
  • aniversário = asálio
  • coberta = abeta
  • amarelo = alelo
  • vermelho = amelo
  • difícil = afício
  • brinquedo = aquedo
  • cueca = aieca
Quem não queria, todos os dias pela manhã, ser agraciado com um "A-dia!" super bem-humorado?

Alguém me falou que o idioma árabe é assim, começando com A... é isso mesmo, produção?

Outra peculiaridade desse idioma é que normalmente as perguntas começam e terminam com a palavra É:

É azul, mamãe, é?
É acaão, é?
É asálio, é?

Mais uma característica, que acredito ser baseada no inglês que ele já deve ter dentro de si: as palavras normalmente estão invertidas:

vede bola (bola verde)
bola minha (minha bola)
azul busa (blusa azul)
ami vovó casa (dormir na casa da vovó)
minha anelo moto (meu chinelo da moto)

O João ADOLA muitas coisas... adola bola, adola aielo esse (adoro esse chinelo), adola tetê, adola banho, adola Tata e assim vai...

Alguns verbetes comuns são o miau miau e o vrum vrum... Titi = Titia e Tutu = Titio!!!

E assim vamos indo, tentando decifrar suas pérolas e sua enxurrada de novidades comunicacionais, hahaha!!!

Enfim, essa é uma situação que só quem convive com uma criança pequena tem o privilégio de ouvir e participar... AMO!!! Obrigada, amores da mamãe, por me proporcionarem tantas alegrias nas grandes e pequenas coisas!!!

domingo, 18 de agosto de 2013

Momento Gourmet 6a edição!

Com duas semanas de atraso, finalmente essa semana consegui colocar à mesa umas comidinhas que vinha com vontade de fazer.. quer dizer, de comer, hehehe. Medalhão com soufflé de queijo e arroz branco. E para o toque final, um DE-LI-CI-O-SO cheesecake de goiabada.

Com algumas rosas e cravos frescos para dar um tom mais aconchegante, os tons de vermelho e prateado deixaram a mesa bem charmosa... 






Eu simplesmente adoro medalhão, e fazia MUITO tempo que não comia... e não fazia... e me lembrei por quê, rsrsrs a fritura dele é um pouco demorada e faz bastante sujeira no fogão.... mas vale muito a pena!
Como o açougue perto de casa é caprichado, já pedi os medalhões cortados e passados com o bacon em volta. Só me restou temperar, seguindo a receita do Tudo Gostoso (clique no título do prato para acessar a receita). Aliás, dessa vez todas as receitas será de lá!
O modo de preparo descrito para mim estava um pouco confuso e incompleto - ainda bem que já tinha feito medalhão outras vezes, e sabia alguns truques!
O que achei confuso foi a explicação do molho... mas aqui vai, esmiuçado pra quem pretende fazer em casa: ao terminar cada leva de fritura, descarte o restante da margarina queimada numa tigela (no dia seguinte, já durinha, ela poderá ir pro lixo). Pegue o vinho do tempero e despeje um pouquinho na frigideira, e despeje tudo de volta na tigela do molho. Após a última leva de fritura, despejar todo o tempero e mais o champignon na frigideira (não se esqueça sempre de descartar a margarina queimada, pro molho não ficar excessivamente gorduroso). Eu particularmente sempre gosto de acrescentar um pouco da conserva do champignon nos molhos - fica ótimo!
Outro truque, é que não se pode esquecer de fritar as laterais dos medalhões, ou seja, o bacon, para que ele não fique crú! É só colocar o medalhão em pé, encostado na lateral da frigideira, e ir girando aos poucos, quando cada pedaço estiver bem fritinho.
Pra mim, a maior dificuldade de um medalhão é conseguir deixá-lo ao ponto, porque normalmente são mal-passados, mas aqui em casa não gostamos. Então pedi que cada pedaço tivesse cerca de dois dedos de espessura, não mais que isso. Ao fritar, frite bastante o primeiro lado, até que fique bem dourado, escurinho,  depois as laterais, e depois o outro lado. Não fique virando e desvirando - seja paciente!





eu amo suflê de queijo, e também fazia séculos que não fazia nem comia! Segui a receita ao pé da letra e ficou ótimo! Só é uma pena que ele murche depois que tiramos do forno! Pelo menos os meus sempre murcharam! Mas o sabor é irresistível... se você gosta de queijo, vale a pena se aventurar! Para acessar a receita, lembre-se de clicar no título!




O cheesecake, para quem não conhece, é uma torta doce de queijo, muito tradicional e comum nos EUA. Só que lá a cobertura costuma ser de frutas vermelhas ou outras variedades. A goiabada já é um adendo brasileiro à sobremesa. E fica perfeita! Afinal, quem inventou a combinação de queijo com goiabada deve estar desfrutando as belezas do paraíso celestial. Foi a primeira vez que me aventurei nessa torta e posso dizer que o único problema dela é que não fica o dobro do tamanho, porque faltou!!! hehehe Comemos até entortar o cotovelo! E valeu a pena cada caloria ingerida!
Alguns detalhes sobre a receita ficam por conta de que troquei a margarina pela manteiga, não coloquei o vinho branco, porque não curto muito doces com bebidas alcoólicas (por conta disso, adicionar mais água), e a goiabada usada foi a cascão, que considero mais pura e saborosa!  Não ficou bonitamente caprichado, porque não tenho muita prática com esse tipo de torta, kkkk, mas comeria ele todinho de novo!!!


É ISSO...

E pra finalizar, só tenho a agradecer o carinho de meus seguidores que sempre acessam e leem meus posts, além do carinho da minha família cobaia! Depois de comer tudo isso aí, precisaria dar umas cinco voltas no quarteirão, mas como não posso, hehehe, fiz digestão de jiboia mesmo! :)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Cadê a mamãe?!?!

Deixei da Fabíola na porta da escola naquela sexta-feira, 25 de março de 2011, dei o tradicional beijo de mãe e desejei boa aula, como sempre. Combinamos que eu a buscaria no final da tarde, após voltar do meu exame no laboratório. Só que a falta de ar e a tosse não eram de praxe... já me consumiam a ponto de eu não conseguir andar curtas distâncias sem me escorar ou fazer pausas no trajeto e ficar com os lábios roxos.
Bem, naquele dia, quem foi buscá-la na escola foi a vó Emília, porque a mamãe já estava a caminho do hospital.
Não sei se conseguimos imaginar o que se passou na cabecinha dela, naquela altura, prestes a fazer 4 anos. Minha mãe não voltou pra casa.
Decidimos, sempre buscando viver pautados na verdade, dizer a ela o que estava acontecendo. Claro que não precisamos contar todos os detalhes, mas a verdade. Mamãe estava no hospital tentando sarar da tosse - coisa mais concreta e plausível que ela poderia entender. Ela já vinha me acompanhando e via o quanto eu tossia e passava mal. Muitas vezes me ajudara, com o braço e com as palavras, a subir os 8 degraus que antecedem a porta da sala de casa. "Mamãe, eu te ajudo. Você vai conseguir!". Sim, 4 anos. Sim, de um carinho e atenção invejáveis.
Bem, mamãe já estava no hospital há muitos dias, e nada de voltar pra casa. E nada de poder visitá-la ou vê-la. E o aniversário chegando. Graças a Deus pela vida dos nossos familiares e amigos que se revezavam incansavelmente na tentativa de distraí-la com passeios, visitas aos amigos, enfim, coisas diferentes pra fazer.
Aí veio a segunda notícia: a festinha de aniversário que aconteceria naquela semana não iria acontecer. Havia sido prorrogada. Mas a tia Keyla se encarregou de reunir alguns amiguinhos da escola e improvisar uma festinha... como agradecer?
Bem, nesse intervalo, uma notícia boa: poderia visitar a mamãe no dia do aniversário, 30 de março. Boa? Será? Ver a mamãe numa cadeira de rodas, com uma roupa esquisita e feiosa, usando um treco no nariz... até hoje não sei bem como isso foi processado na cabecinha dela. Fato é que seu rostinho mostrava uma certa apreensão. Sorte que o papai esqueceu de comprar as pilhas para o "levetoque" (laptop), porque assim logo pediu para irem embora para comprar as pilhas.



Outra notícia: o João vai nascer! Seu sonho de ganhar um irmão estaria prestes a acontecer. Mas já? E a mamãe? Como assim? Lá vai a Fabíola para a maternidade no dia 6 de abril aguardar a chegada do seu tesouro. E não é que o João trouxe um boneco bacana pra ela??? O Charlie, irmão da Lola.



Quanta novidade para apenas 13 dias... e o irmão nasceu, mas ainda não ia pra casa... a vó Ana conta que ele se decepcionou bastante quando viu um bebezinho pequenininho, que ainda não sabia brincar, rsrsrs. E o João chegou, mas ainda não posso ver a mamãe. Ela continua tratando a tosse. Será que a chegada do João tem alguma coisa a ver com isso? Quando eles vem pra casa? Quem pode imaginar o que se passava naquela cabecinha.
Três dias depois, com a mamãe já no quarto, ela pode nos visitar... quanta alegria!!! Mas a mamãe continuava com aquela coisa estranha no nariz - a inalação, rsrsrs.


Bem, logo após o final de semana, o João teve alta e voltou pra casa. Pra casa da vovó Emília, porque a mamãe continuava no hospital. Agora em outro, bem mais longe. Como é isso, do neném vir pra casa, mas não vem pra nossa casa e a mamãe não vem, fica por lá??? Confuso...
Mas a maturidade com que lidava com todas essas adversidades era impressionante e comentada. O carinho que tinha com o mais novo membro da família, o irmão tão desejado desde antes de sua fecundação, era enorme. Curtia bastante a companhia do irmão.


Ih, a Páscoa tá chegando... e o coelhinho vai trazer os ovos de chocolate... quem se voluntaria, porque o coelho mor tá no hospital, rsrsrs. Lá vai papai e titias cumprirem a missão... tudo tem que acontecer como de costume... pelo menos o mínimo esperado. Pelo menos alguma coisa. E o coelho veio... missão cumprida! Mas a mamãe não estava lá. Ainda estava no hospital. Vamos levar um ovo pra mamãe??? Ela adora chocolate! Eba!!!


Visitar a mamãe nesse hospital era sempre uma aventura. Longe, demorava bastante pra chegar. Foi até de trem e metrô, uma vez. Adora andar de trem e metrô. E a mamãe sempre guarda um lanchinho: suco de caixinha, torradas e geleia. Até hoje comento sobre isso com a mamãe!!! Eu bem que gostava dessa parte, rsrsrs. Teve um dia que a prima foi junto e ficamos assistindo desenho, na cama da mamãe!



Depois de um longo mês, exato, era hora da mamãe finalmente ir pra casa. A ansiedade era grande... a mamãe iria chegar pro almoço. Mas como ela viria? Ah, ainda bem que ela ligou do caminho e avisou que estava vindo numa perua grande, tipo a perua escolar do Gustavo, só que branca... o carro do hospital. Ah, ela também viria com a inalação no nariz! Sabendo o que esperar, a cena seria um tantinho menos assustadora.
A alegria era muito grande... mamãe e João vindo pra casa! No dia da festinha das mães da escola. Sim, era dia de apresentação, que ela havia ensaiado com muito empenho para mostrar para a mamãe. Como dizer que a mamãe não poderia ir??? Sem chance! Papai, aluga um cilindro de oxigênio portátil, que nós vamos à festa! E lá chegamos. Ela nem se deu conta das dificuldades pelas quais mamãe teve que passar, já que o teatro é no 2o andar e não havia elevador de acesso - só escada, coisa que a mamãe jamais poderia fazer naquele momento. Ainda bem que tinha o papai e o papai do Arthur para carregar a mamãe escada acima. Mas e Fabíola nem viu nada disso. Mas não é assim mesmo? As crianças nem sempre precisam perceber certas dificuldades que passamos... é nosso papel filtrar certas coisas. E naquele ano, pela primeira vez, ela cantava lindamente sua música pras mães, sem chorar e sem pedir o colo da prô... e apresentou sua primeira coreografia de GR... linda, charmosa, gatíssima! Como que a mamãe poderia perder isso??? Como não chorar?


Depois de algumas semanas, finalmente! A festa de aniversário iria acontecer! Já estava tudo comprado, providenciado (desde antes do hospital)... a decoração da Moranguinho era a eleita! Quanta emoção poder proporcionar a tal festinha, mesmo que atrasada... promessa é dívida, e estávamos pagando a nossa... a mamãe, mesmo ainda cansada, conseguiu, com a ajuda de preciosas amigas e cunhada, a preparar tudo. Que privilégio poder contar com pessoas tão especiais! Parabéns pra Fabíolaaaaa!!! É pique, é pique, é pique!!! Vivaaaaaaa!!!! Sopra a vela!



Bem, nossa vida recomeçou, mas tudo muito diferente. Tudo de pernas pro ar. Nada nunca mais foi nem parecido com o que era antes... a não ser o amor. O amor que une a família e faz com que façamos coisas incríveis! O amor que tenta ensinar mesmo nas adversidades. O amor que aprende, mesmo com o sofrimento e a insegurança. O amor que "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta"!


domingo, 21 de julho de 2013

Momento Gourmet 5a Edição

Esse Momento Gourmet foi bem especial, já que contou com queridos amigos que vieram à nossa casa nos prestigiar com sua presença! E, mais que merecidamente, resolvi prestigiá-los com uma mesa cheia de delícias... um delicioso Queijos e Vinhos. Ou seria um Queijos e Cervejas?


Para os queijos, havia uma boa variedade: Brie, Gorgonzola, Estepe, Emmental, Reino, Esfera, Provolone Defumado, Parmesão de Mussarela de Búfala, nozinho de Mussarela e Mussarela em palitos temperados.

Para os vinhos, o Marcos trouxe algumas opções que acabaram ficando de lado, porque os meninos tomaram mesmo foi cerveja! Mas abrimos um Casillero del Diablo e Cláudia e eu demos umas bicadas, antes dele se transformar numa bela Espanhola - única bebida alcoólica que gosto e consigo tomar!


Como complementos, torradinhas coloridas com sabores, pão de alho recheado com queijo, amêndoas torradas e salgadas, azeitonas preta e verde e Nutella. E para complementar, a Cláudia trouxe uns pães Ciabatta, que estavam divinos, uns patês deliciosos e uns salgadinhos sem glúten para a criançada.

Bem, a noite foi deliciosa... as crianças se acabaram de brincar e o bate-papo foi nota 10! Muito obrigada pela presença, Cláudia e André!










quinta-feira, 11 de julho de 2013

Momento Gourmet - 4a edição

Isso mesmo... a Terça Gourmet mudou de nome, afinal, não tem acontecido às terças-feiras!
Agora teremos o Momento Gourmet!
E o dessa semana foi tipicamente Mineiro... adoro comida mineira! Então coloquei a cabeça pra funcionar e decidir qual seria o cardápio e como seria a decoração... o Chef Google me ajudou a achar algumas receitas bem bacanas. Depois, juntei alguns itens de decoração da minha cozinha, coloquei lindas flores frescas e voilá! Com mais alguns artefatos rústicos, que também tinha em casa, dei o toque final!
Alguém consegue perceber o que eu esqueci de colocar na mesa?!?!?!




Agora, vamos às receitas. O cardápio incluiu Costelinha de porco, Farofa, Batata Rústica, Couve Mineira, Arroz Branco e Torresminho, que fiz pela primeira vez! Para acessar algumas receitas, clique no título de cada uma. A sobremesa? Um belo Doce de Abóbora Caseiro, com queijo meia cura.

& FAROFA COM BACON


A costelinha é super simples de fazer e ficou realmente deliciosa. Pra variar, acabei dando meu toque pessoal na receita original e, além do sal, temperei com molho de alho. Além disso, não temperei na hora de fazer... deixei descansar no tempero por umas 2 horas. De resto, segui as instruções contidas na receita.
Ficou show de bola!

A farofa não tem link para a receita, porque fiz minha receita tradicional, pessoal. Eu gosto de farofa bem úmida, e capricho na manteiga, azeite e até um pouquinho da água da azeitona.
Bem, vamos às etapas:

1) frito o bacon em pedaços pequenos até dourar. Tiro da panela e reservo. Descarto a gordura.
2) frito alho e cebola na manteiga, em fogo baixo.
3) Quando estiverem dourados, coloco o bacon de volta, acrescento a azeitona com cerca de 3 colheres da água da conserva. Acrescento também um pouco de azeite, salsinha e um pouco de sal. Misturo bem todos os ingredientes na panela.
4) Acrescento a farinha - minha preferência é a Farinha de Mandioca Flocada Bijú, da Yoki. Misturo bem para ficar bem homogêneo e desligo o fogo. Está pronta para servir!

(BATATA ASSADA COM QUEIJO)
& COUVE MINEIRA

Bem, a batata eu errei!!! Me distraí na hora da receita e misturei o queijo e a salsinha no tempero antes de ir pro forno. E deixei assar demais. E exagerei no sal. Mas ainda ficou quase deliciosa, rsrsrsrsrs. Só que como assei o queijo e a salsinha, ela ficou um pouco amarga. Farei novamente numa outra oportunidade, prestando mais atenção, porque vale a pena... ela é bem gostosa.
A couve também não tem link pra receita, porque fiz a minha de sempre! Frito o alho no azeite, em fogo baixo, até dourar. Coloco 1/2 colher de chá de sal, aumento o fogo e frito a couve até ela murchar, mexendo sempre, para que ela não solte a água. Assim que ela murchar, desligue o fogo e sirva. Se ela cozinhar muito, amarga.


Eu nunca tinha feito torresmo e achava que fosse complicado.... mas, não é nada disso! Super simples de fazer e essa receita é ótima, porque ele não explode na hora de fritar! Adorei e vou fazer sempre!

DOCE DE ABÓBORA CASEIRO

Amo doce de abóbora e faço de vez em quando. A receita é minha, adaptada da receita da família! Mas não tem segredo nenhum - é muito fácil de fazer! Especialmente se você tiver uma quitanda ou feira perto da sua casa, que já venda a abóbora descascada e picada em cubos!!! HEHEHE
Coloque a abóbora no fogo, com o fundo da panela coberto com água, só para que ela não grude no fundo até que comece a soltar sua própria água. Quando ela começar a amolecer, vá desmanchando os pedaços. Quando ela estiver toda desmanchada, acrescente o açúcar aos poucos e um pouco de cravo. A quantidade do açúcar é metade da quantidade de abóbora: 2 kilos de abóbora = 1 kilo de açúcar. Nessa fase, é importante mexer quase sempre, para não grudar no fundo. Eu gosto dele mais molhadinho, então não deixo cozinhar até que seque toda a água, mas que já esteja consistente. Depois de pronto, misturo o coco ralado em flocos. O fresco faz com que o doce estrague mais rápido, por isso, prefiro o Flococo sem adição de açúcar.

O RESULTADO

Bem, não preciso dizer que nos deliciamos com todos esses quitutes! E, para fechar com chave de ouro, a Fabíola olha pra mim, ainda na mesa, e fala:
"Mãe, esse banquete tá muito bom!"
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