domingo, 13 de setembro de 2015

Que tal sua mesa charmosa, sem custar muito?



Arrumar a mesa com charme não custa muito nem dá trabalho. Ano passado, quando resolvi que queria dar uma cara nova para minha mesa, comecei a pesquisar fotos no google, olhar algumas lojas online e físicas, procurando peças coringas, que combinassem entre si e que não custassem muito. Dessa maneira, posso fazer várias combinações, inclusive usando flores de arranjos que já tenho em casa - dou uma roubadinha em algumas flores artificiais e depois coloco de volta, hehe, conforme a foto abaixo. Acima, como fazemos hambúrguer caseiro com frequência, quis fazer uma mesa temática e comprei uma lata com tema da coca-cola e um porta canudos. Os copos são facilmente achados em supermercados. Algumas peças podem custar caro, mas se você procurar sem pressa, como eu fiz, pode achar algumas opções bem em conta. 



Aqueles guardanapos coloridos e estampados de papel são lindos e versáteis - podem deixar tudo com um visual mais descolado. Compre uns 3 pacotes diferentes que combinem com as peças que você tem e poderá usá-los alternadamente.


Dê uma olhada na decoração da sua casa, os utensílios e roupa de mesa que você já tem e veja o que pode ser usado! Aqui, para dar o tom junino que eu queria, usei minha toalha de piquenique e peguei um guardanapo vermelho, cortei e colei bandeirinhas azuis de papel de seda.


Se você não tem porta-guardanapos, use a criatividade e faça um laço com um barbante colorido ou um pedaço de fita guardado. Aqui usei uns enfeites da minha cozinha que combinam bem com as toalhinhas, tanto na cor, quanto no estilo rústico. 


As peças da sua decoração e um vasinho barato de violeta ou kalanchoe pode deixar sua mesa bem charmosa.


Um caminho de mesa que você já tem pode ser colocado sobre a toalha de mesa para dar um toque diferente!


Uma garrafa que iria pro lixo pode ser usada como vaso. Aqui, coloquei aquelas bolinhas coloridas de gel (comprei numa loja de plantas) e um pedaço de tecido feito gravata. Os porta-guardanapos ganhei - eram lembrancinhas de um casamento.


Meus kits de jogos americanos, que são bem versáteis e podem ser combinados de mil maneiras.


Esses vasinhos de vidro, comprei numa loja de produtos para casa. Acho que em média, custaram pouco mais de R$ 5 cada. As flores são de um arranjo da sala.


Os porta-guardanapos floridos são peças mais elaboradas, compradas virtualmente na Charme à Mesa. Neste caso fiz um investimento um pouquinho mais alto, mas que valeu muito a pena, são peças que dão um toque todo especial. Os outros três foram lembrancinhas de casamento que ganhei. Também são bem versáteis e fáceis de serem combinados.


Aqui, um pouco de perfumaria! As flores flutuantes comprei na 25 de março, a preço de banana! Acho que custaram R$1 cada. As cores foram escolhidas de acordo com as coisas que já tinha em casa. Além disso, alguns detalhes: a flor vermelha flutuando na tacinha de sobremesa (do meio) é a mesma que você viu na foto dos vasinhos - basta soltar ela do cabinho e depois colocar de volta. No pé da taça de vinho (à esquerda),.. lembra do porta-guardanapo acima? Como esse é feito com elástico, igual a uma pulseirinha, consegui colocar na taça pelo pá. E o copo da direita? Você viu o que está abaixo da rosa branca? As mesmas bolinhas de gel que estavam dentro da garrafa de gravata!
Enfim, com um pouco de material, que não precisa custar muito, e uma pitada de criatividade, que também não precisa ser em nível master, dá pra gente montar várias mesas decoradas para enfeitar o seu dia a dia. Agora, mãos à obra!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Doce de Abóbora com Coco




Esta delícia eu como desde criança, quando minha mãe já fazia pra nós. Hoje perpetuo nossa receita, que sempre agrada aos paladares de quem prova.

INGREDIENTES:

2 kg de abóbora picada em cubos
1 kg de açúcar
1 pouquinho de cravo
50 g de coco flocado

Dica: para mudar a quantidade de doce, é só manter a proporção: a quantidade de açúcar é sempre a metade do peso da abóbora.

MODO DE PREPARO:

Coloque os cubos de abóbora numa panela com apenas um fundinho de água para que não grude até que a abóbora comece a soltar a própria água. Deixe cozinhar e vá mexendo e batendo nos cubos para que desmanchem. Repita isso até que a abóbora desmanche por completo.

Quando ela estiver uma pasta, acrescente o açúcar e o cravo e mexa mais vezes. Deixe o doce engrossar e apurar. Quando estiver no ponto desejado (eu gosto meio molinho ainda, com um pouco de caldo - há quem prefira mais consistente, durinho), desligue o fogo e acrescente o coco. Mexa bem e coloque numa vasilha para esfriar.

Quem curtir um queijo branco, corte duas fatias e coloque o doce por cima. Agora é só lamber os beiços!

domingo, 23 de agosto de 2015

Aussie!


Sabe aqueles presentes que a vida (Deus) te dá? Essa semana desenterrei meus álbuns de fotos dessa viagem de 30 dias que foi uma das coisas mais incríveis que já vivi.
Decidida de última hora, aos trancos e barrancos, quando o dólar custava apenas R$ 1,00 e com empréstimos, presentes e prestações, embarquei nessa felicidade! Uma amiga da época me convidou para passar um mês nada menos, nada mais, que na Austrália! Nunca tinha passado pela minha cabeça viajar pra lá, mas o convite foi irrecusável, depois que alguns "detalhes" financeiros foram arranjados.
Embarcamos no dia 25 de dezembro de 1997. A viagem, longa e cansativa, rolou pelo Oceano Pacífico, com paradas em Buenos Aires, Patagônia e Nova Zelândia. Chegaríamos lá no dia 26, mas na verdade já era dia 27, por causa do fuso horário! Não vivi o dia 26 daquele ano!
Ao desembarcar no aeroporto, exausta, tudo se renova ao olharmos à nossa volta as belezas daquele lugar. Fomos rumo à nossa futura e temporária residência, casa de uma família local, onde ficamos por 15 dias, período em que fizemos um curso de Business English. Curso esse que não apenas nos capacitou linguisticamente, mas nos proporcionou conhecer pessoas muito bacanas!
Estudávamos de manhã até o meio da tarde, quando íamos passear pela cidade de Sydney. Eram tantos lugares maravilhosos! Opera House, onde tivemos a oportunidade de assistir à ópera italiana Manon Lescaut, de Puccini, Chinatown, Aquário, Zoológico, Jardim Botânico, show do Joaquin Cortez, famoso dançarino espanhol de flamenco, museus, restaurantes e muitos cantinhos aqui e ali que nos deixavam sempre boquiabertas com tanta beleza. Fora a lindíssima queima de fogos na baía de Sidney, sobre a famosa ponte, que assistimos no meio da multidão aglomerada ao redor da Ópera House. As Olimpíadas seriam no ano seguinte, então estava tudo muito caprichado para que o mundo todo observasse.
Curso concluído, era hora de voar pra Cairns e ter mais experiências deliciosas! Começamos por um passeio de balão... o ônibus nos buscou às 4 horas da manhã no albergue e subimos a serra rumo ao planalto de onde o balão partia. Foi lindo assistirmos ao nascer do sol lá de cima! Campos, plantações, cangurus correndo pra lá e pra cá foram apenas algumas das coisas que vimos!
Descemos e fomos para um pequeno museu onde tomamos champagne para comemorar o passeio - fazia parte do pacote! De lá partimos para Kuranda, uma vila onde tinha o parque florestal Rainforestation. Andamos de carro anfíbio, seguramos um Koala no colo e demos comida na boca de um canguru. Sim! Posso provar, tenho fotos!
Nosso próximo passeio foi um mergulho no maior recife de Corais do mundo, que pode ser visto até do espaço sideral! Comprei uma câmera descartável à prova d'água, fizemos um pequenos treinamento sobre como usar o snorkel no barco e lá fomos nós, mar adentro! Mesmo de ressaca, batendo muito, pudemos mergulhar e ver lindas imagens! Tive até que "correr" de um monte de águas vivas para não me queimar! Simplesmente sensacional!
Nosso próximo destino foi Brisbane, um tipo de Florianópolis australiano! Foi lá que assistimos Titanic num cinema todo suntuoso, de camurça vermelha. Alugamos um carro e fomos num dia pro litoral sul e, no outro, pro litoral norte aproveitar algumas cidades praianas.
Melbourne, aí vamos nós! Polo cultural, a cidade é cheia de coisas bacanas pra fazer. Fomos ao museu de cera da Madame Tusseau e tivemos a sorte de conseguir ir pro aberto de tênis ver o Guga jogar! Ele, em nossa homenagem, ganhou o jogo! kkkk
Pegamos um trem e viajamos até Adelaide, onde conhecemos vários lugares bacanas, inclusive o Barossa Valley, um complexo de vinhedos onde degustamos váááários tipos de vinhos e almoçamos um combo regional: carne de canguru, crocodilo e cobra!
Na volta à Melbourne, alugamos um carro e fomos viajando pela costa, como que na Rodovia Rio-Santos, até os 12 Apóstolos, um dos lugares mais incríveis que já visitei. Uma falésia com 12 porções de terra desprendidas do continente... deslumbrante! Voltamos correndo à tempo de pegar nosso voo de volta à Sydney para, infelizmente, voltar pra casa!
Passamos uma noite na casa onde havíamos ficadas hospedadas, pegamos nossa bagagem que a Tony havia guardado pra nós e fomos pro aeroporto, pegar nosso voo que sairia cerca de meio-dia do dia 27 de janeiro. Durante o voo, ao passarmos pela linha internacional da data e ver um lindo nascer do sol lá de cima das nuvens, recomeçamos o dia 27! Incrível!
Descemos em Buenos Aires e aproveitamos para passar um dia extra por lá e pegar a conexão somente no dia seguinte. Queríamos ir a uma tangueria. Escolhemos um hotel, subimos, descansamos um pouco e nos arrumamos. Ligamos na portaria pra pedir sugestão de onde poderíamos ir e pedir um táxi, quando fomos surpreendidas: "Hoje é segunda-feira, não tem nenhuma tangueria aberta!" Frustrações à parte, fomos jantar num lugar bacana e comer aquela carninha argentina especialíssima e, no dia seguinte, visitamos alguns lugares turísticos obrigatórios.
Voamos pra casa e nossa jornada tinha acabado... mas as lembranças ficaram pra sempre na minha memória! Lugar incrível, limpo, organizado, civilizado, pessoas muito simpáticas. Voltaria lá sem dúvida!

sábado, 22 de agosto de 2015

Ao meu aluno preferido!


Não estudamos juntos, mas conheci você na escola... escondido no meio de muitos outros alunos meus, estava você lá, só na espreita! Lembro em detalhes que precisou trancar o curso e viajar pra Índia, onde ficaria por três ou quatro meses. No dia em que a turma toda combinou uma balada pra sua despedida, uma secretária da escola me disse: "Nossa, parece que viu passarinho verde hoje!". Mas eu mesma não percebi que já estava na sua! Saímos, nos divertimos todos num barzinho em São Caetano e depois você se foi! Não antes de me entregar, todo orgulhoso, um cartão de visita que sua empresa tinha feito em inglês pra você levar. Guardei na carteira também orgulhosa do aluno que iria desbravar o mundo com aquele inglês que eu de alguma forma tinha ajudado a conquistar.
Meses depois você voltou. Era julho, quando a turma estava de férias por duas semanas. Você queria marcar outra balada com todo mundo pra mostrar as fotos da viagem. Sem titubear, combinamos para a sexta-feira da semana seguinte, quando o pessoal voltaria pro curso. Deveria. Acho que Papai do Céu deu um jeitinho pra que todos resolvessem matar aula, rsrsrs. Aí fomos nós dois no seu carro, porque, afinal, pra que usar dois? Entrei e coloquei minha pasta cheia de provas a serem corrigidas atrás do banco. Um movimento ingenuamente perigoso. Será que meu subconsciente me pregou uma peça?
Claro que com minha cabeça de pudim larguei a tal pasta quando saí do seu carro e fui pro meu pra ir pra casa. Ao chegar lá, saí do carro e peguei minha bolsa e procurei em vão pela pasta... e agora, como fazer, já que deveria levar as provas corrigidas na segunda-feira? Procurei freneticamente o telefone de alguém da turma na minha agenda, quando lembrei daquele cartão que você tinha me entregue antes da viagem, mas que só tinha o telefone da empresa. Aí lembrei também que você havia me dito que naquele sábado, excepcionalmente, iria trabalhar até o meio-dia. Deus mexeu cada pecinha daquele quebra-cabeça.
Ao acordar, fui fazer meus exames bucais para a documentação do aparelho que iria usar e te liguei de lá da clínica. Sairia com fome, já que estava em jejum para os exames. E você também, já que estava trabalhando desde cedo. Tudo colaborando para um bom almoço juntos. Nos encontramos e fomos pra São Paulo procurar o Johnny Rockets para um bom burger. Como de costume, achei que sabia o caminho e falei: "estacione aqui que é na próxima esquina!". Mas não era. Andamos por mais de hora pelos Jardins procurando o lugar, que não havia saído de lá, mas que eu já não achava.
Decidimos pegar o carro e ir pro Friday's, lembra? Almoçamos, ainda na maior amizade. O tempo havia virado e na hora de esperar o manobrista trazer o carro, resolvi dar um golpe pra saber qual era o lance e falei: "Nossa, como esfriou! Tô morrendo de frio!" Aí você me abraçou pra me esquentar e pensei... ah, aí tem coisa!
Você me perguntou se eu estava livre no domingo, para pegarmos um cinema. Eu tinha as provas pra corrigir, mas claro que estava livre! Foram as provas mais rapidamente corrigidas da história da humanidade. E devo ter dado 10 pra todo mundo!!!
Nos encontramos no Shopping Paulista. Assistimos ao filme Cidade dos Anjos e cuja trilha sonora depois estaria na nossa cerimônia de casamento, andamos por horas e revelamos mais fotos da sua viagem. Mas foi apenas na hora de ir embora, no estacionamento, que você resolveu, finalmente, me dar um beijo. Lembro até hoje da sensação do corpo amolecendo... o aluno atacou e seduziu a professorinha ingênua e indefesa! E no estacionamento do shopping!
Me lembro depois contando pro Rick sobre nosso namoro e como isso não interferira na sua condição de aluno lá na escola.
Saímos mais algumas vezes quando fui apresentada aos seus amigos como sua namorada! Tinha sido promovida!
Depois de pouco mais de um ano juntos, acabamos terminando e você foi pra mais uma daquelas viagens malucas, dessa vez pra Turquia. Ia, passava meses lá e voltava. E quando estava lá me procurava por e-mail. Sempre dava um jeito de tirar a casquinha do machucado da separação quando eu achava que o dodói tava sarando. Quando voltava, ficava quietinho, na sua, e não me procurava. Até que um dia "te dei um ultimato" e saímos pra conversar. Fomos à pizzaria Sala Vip, lembra? Quando te perguntei o que você realmente queria em relação a nós dois você desconversou, falando que não sabia ao certo. Voltamos pro seu apartamento, onde estava meu carro e, quando falei que ia embora, você não me deixou e me deu outro daquele beijo... aí já era!
Essa história toda começou em julho de 1998, há 17 anos! Anos de muitas alegrias, algumas lágrimas e lutas, mas muita felicidade! Agradeço sempre a Deus por ter me presenteado com um marido tão companheiro, compreensivo e que não foge das suas responsabilidades. Podia ser mais romântico, mas quem é perfeito, não é? kkkkkkkkk
Amo você profundamente e luto a cada dia para vivermos muitos outros 17 anos juntos!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Carta aos meus filhos



Compartilho com vocês aqui aquilo que levei 40 anos pra aprender! Nem tudo vou saber quando, nem vou colocar na ordem em que aconteceram, mas vou listar tudo o que me lembrar que fui aprendendo ao longo da vida e que acredito possa ser útil a vocês!
Num filme aprendi que quando a gente aperta a mão para cumprimentar alguém, deve fazê-lo com firmeza. Sem apertar forte, claro, não vale espremer a mão da pessoa, mas com firmeza! Isso demonstra uma personalidade firme, decidida e passa segurança à pessoa do outro lado!
Na hora de lavar o cabelo, pra saber se ele está realmente limpo ele deve ficar meio áspero, emborrachado depois de enxaguar o xampu. Se ainda estiver macio, ainda está sujo e você deve repetir a lavagem! É o condicionador que o deixará macio novamente. Foi um cabeleireiro que me ensinou.
Pra decidir em que político votar, tarefa nada fácil em nosso país, não se deve olhar apenas as benfeitorias do candidato. Deve-se também pesquisar e saber que tipo de leis e coisas ele aprovou, apoiou, se fez parte de esquemas de corrupção ou fez gastos e projetos inúteis (ou supérfluos, secundários), quando não havia nem verba para melhorar os serviços básicos: saúde, segurança e educação. Se estiverem envolvidos em falcatruas, sem chance, alternativa descartada!
Aprendi que a vida não é nada fácil! Que a gente não tem as rédeas de nada, apenas das escolhas que fazemos sobre os caminhos que trilhamos quando as situações se apresentam a nós. Que podemos decidir sermos miseráveis de espírito ou felizes, mesmo com as adversidades.
Que não podemos julgar as pessoas, por mais que façamos isso o tempo todo. Só quem calça o sapato sabe onde ele aperta, onde cria o calo. Ou seja, só a pessoa sabe o que sofre e como isso afeta sua vida e decisões.
Que as coisas belas da vida não são materiais. Claro que todos gostamos de um conforto e é bom trabalharmos para termos algum, mas o que vale mesmo são as coisas que não se pode comprar. A natureza, as amizades, a família, a bondade e generosidade.
A maioria das pessoas não são amigas, são conhecidas. Apenas são curiosas a seu respeito e adoram falar coisas sobre você. Amigos de verdade são poucos e se revelarão ao longo da vida, especialmente nos seus momentos de dificuldade.
Que a escola é o caminho principal para se formar profissionalmente, mas não é o único. Não é ela que forma quem somos, mas o que sabemos sobre alguns assuntos do mundo. Sabedoria mesmo vem da família, da convivência em sociedade, de como lidamos com as situações, de como vocês foram ensinados, em casa, a lidar com as dificuldades e felicidades da vida. Por isso que pai e mãe são chatos e não deixam vocês fazerem tudo o que querem!
Nossa profissão deve ser capaz de nos dar o sustento necessário, mas devemos fazer aquilo que gostamos e que nos dá prazer. Devemos ganhar nosso digno salário para nos divertir. Quando isso não estiver mais acontecendo, é hora de rever tudo.
A televisão é legal, tem alguns programas interessantes e divertidos. Mas quase tudo é lixo, não vale nada!
A internet é muito legal! Tem coisas "do arco da velha!". Mas também é perigosa e deve-se ter cuidado com quem se conversa virtualmente e o quanto você expõe sua vida. E que moderação é a palavra-chave. Tudo em excesso faz mal.
Escute seu coração sempre que estiver na dúvida sobre o que fazer numa situação. Mas não deixe de pesar a razão um pouco também!
Que com amor e pelo amor, tudo vale a pena! Mas tudo o que tenha caráter e moral e não fira sua dignidade.
Também aprendi que quase tudo o que é delicioso de comer provavelmente faz mal à saúde. Não se prive de nada, mas coma tudo com moderação! Não me conformo que alface não tenha gosto de bacon e bacon não tenha gosto de alface!
Tenho plena convicção de que computador tem vida própria e normalmente faz apenas aquilo que quer.
Devemos ser limpos, organizados, ter uma casa ordenada. Mas não devemos nos matar por isso. Ela e nossos pertences existem para servir-nos e não para que sejam seus escravos!
Ler realmente funciona. É a leitura que nos deixa mais sabidos, mais ágeis de pensamento, mais criativos, mais críticos com o mundo onde vivemos.
Que Deus está acima de tudo e que "tudo contribui para o bem daqueles que O amam" (versículo bíblico). Mesmo que as coisas não aconteçam como esperamos ou imaginamos, será sempre o melhor, por alguma razão. Por isso, devemos ser sempre agradecidos à Ele e à vida. Devemos sempre honrá-lo, louvá-lo e seguir o caminho do bem que Ele preparou pra nós.
Acima de tudo, aprendi e tenho praticado a lição de que devemos sempre escolher ser felizes, mesmo que o mundo pareça desabar na nossa cabeça. Que não vale a pena ficar chorando a tristeza... chore-a por um dia, mas no outro, acorde e decida ser feliz! Faça o que precisa ser feito para resolver ou mudar aquilo que não está bom. Mão na massa!
Devemos amar e respeitar nosso cônjuge sempre. Ser fiel sempre. Amar sempre. Ainda acredito que o casamento seja pra vida toda e que deve ser regado à cada manhã, como uma flor frágil e delicada. Quero completar todas as bodas existentes ao lado do meu amor.
Uma família feliz, unida e bem estruturada é a base para que os filhos cresçam felizes e mais seguros.
Amor de filho não é igual ao amor de mãe. Filho bate asa, ganha o mundo, cuida da sua própria vida. Mas deve sempre amar e respeitar seus pais.
Viver em família é o bem mais precioso que temos. Nunca deixe isso de lado. Nunca perca as reuniões de família.
Que os mais velhos costumam acertar sobre os conselhos que dão aos mais jovens, mesmo quando isso parece um absurdo! Ouvi-los sempre, mesmo que decida depois não seguir o conselho.
Que a generosidade é essencial e devemos sempre ajudar as pessoas com o que tivermos ou pudermos, nem que seja oferecer um ombro para o outro chorar.
Dinheiro não traz felicidade, mas é bem mais legal sofrer em Paris, kkkk. Brincadeiras à parte, o dinheiro deve nos servir para vivermos bem a vida, sem excessos ou vaidades. O dinheiro mais bem gasto de todos é com viagens! Conheça o mundo, explore o diferente. Não vale a pena guardar tudo pra gastar na velhice. Mas também não vale a pena gastar tudo de pronto - guardar um pouco e se precaver é importante. Enfim, como tudo, o equilíbrio é a palavra-chave.
Devemos ser vaidosos e cuidar do nosso corpo. Aprendi com um amigo querido de trabalho que quando vamos encontrar alguém, devemos pensar em como nos vestir e aparentar para prestigiar aquela pessoa. Também devemos ser belos para nós mesmos. Mas a vaidade em excesso não faz bem à saúde!
Que amo vocês mais que tudo nessa vida! São a minha extensão, minha melhor parte. Quero estar sempre ao lado de vocês. Estarei sempre ao lado de vocês. Não importa como.

domingo, 26 de julho de 2015

Minha nada mole vida!

O título, roubado de um seriado de TV, vem bem a calhar quando o assunto é uma fase bem complicada da minha vida... daquelas que te obrigam a crescer e amadurecer rapidamente e "antes da hora".
Com o divórcio dos meus pais aos 10 anos de idade, nos mudamos de Ourinhos para o Rio de Janeiro, onde vivia boa parte da família da minha mãe.
Lá, fomos morar num apartamento de um condomínio na Barra da Tijuca, onde ficamos cerca de 1 ano e meio. Foi uma fase muito difícil, de adaptação a muitas coisas novas. Tinha acabado a moleza! Minha mãe saía cedo para trabalhar e voltava tarde da noite pra casa, o que me obrigou a aprender a fazer muitas coisas - tinha que esquentar ou preparar minha comida, dar conta da escola, que ficava em outro condomínio, longe - tinha que pegar ônibus, inclusive sozinha depois de um tempo. A despensa da casa não tinha muita variedade, mas graças a Deus nada nunca nos faltou.
Depois disso, precisamos entregar o apartamento e nos mudar. Foi quando começou nossa via sacra, fase da mala na cabeça. Morávamos cada período na casa de algum parente: casa da tia Beth e da tia Meena. Durante esta última, minha mãe morava com outros parentes, então nos víamos apenas aos finais de semana. Era cada ano escolar numa escola diferente.
Na 6ª série, em Laranjeiras, na casa da tia Beth, lembro que tive que usar kichute e odiava, achava que era tênis de menino - me sentia muito feia com ele. Nessa escola lembro que sempre serviam sanduíche de bolacha cream cracker com goiabada e suquinho de caixinha. Adorava. Uma vez, ao entrar no ônibus (pela porta da frente, gratuitamente, por ser aluno de escola pública), o motorista deu uma arrancada e saí rolando no asfalto. Ainda bem que não machuquei muito. Também foi nesse ano que minha mãe organizou uma festinha de aniversário pra família, com lanchinhos de atum e tals. Ninguém foi... foi a pior festa de aniversário da minha vida, me traumatizou por muitos anos. Mas também lembro, e ainda tenho, um lindo cartão de aniversário que a Tata desenhou todo pra mim! Hoje, faço questão de comemorar sempre! Adorava brincar com minha prima Paty - eram muitas brincadeiras, mas uma que me lembro bem era quando penteávamos o cabelo de baixo pra cima e fazíamos cabelo de Gal Costa! Também foi lá que abri um rombo no joelho, balançando de barriga pra baixo num balanço de pneu.
Na 7ª série eu estudava na Barra, de novo, mas não me lembro bem se já morava na casa da tia Meena, mas acho que sim. Às vezes ficava na casa da amiga mãe, onde ela morava e era bem pertinho da escola. Foi nesse ano que minha classe ganhou uma gincana da escola pela decoração e arrecadação de prendar pra festa junina e fomos fazer um passeio num clube no final do ano. Lá, uma outra aluna roubou uma prova de matemática e compartilhou com todo mundo! Todos foram bem na prova, exceto a menina que roubou... vai entender!
Na 8ª série, estudava em Botafogo e ainda morava na Barra, aí sim com certeza na casa da tia Meena e ia com o ônibus fretado do condomínio pra escola. O condomínio, Nova Ipanema, era muito legal - eu usava a piscina, ia à praia, ao Barra Shopping - tudo bem pertinho. Pra ir à praia, usava a balsa do condomínio pra atravessar uma lagoa que havia no caminho. Depois era só atravessar a avenida.
Já no primeiro ano do Segundo Grau (atual Ensino Médio), estudando já na Gávea, Colégio André Maurois, minha avó precisou vender nosso sítio do pica pau amarelo e comprou um apartamento em Laranjeiras, onde fomos morar, eu e minha mãe, minha avó e a querida e saudosa Babá, minha vozinha do coração. Ficamos morando lá um tempo, depois nós duas e Edgar alugamos um apartamento ali perto, onde moramos até o ano de 1991, quando terminei a escola e eu e minha mãe nos mudamos para os EUA, para morar com o Rafael.
Foi também no 1º ano que decido fazer ovos de Páscoa pra vender, Já sabia fazer bombom caseiro e ovos, havia aprendido com minha mãe há um tempo. Fazia tudo, todos os recheios caseiros, tudo de primeira qualidade, deliciosos. Sabores como coco, doce de leite com ameixa, cereja com licor, crocante, flocos de arroz... fazia tudo, até o crocante! Dava um trabalhão, mas valia a pena o sabor. Bem, comecei a vender e chamei minha prima Paty pra vender pra mim na repartição onde minha tia trabalhava, a extinta LBA. Ela vendeu uma tonelada! Havia ovo espalhado pela casa toda! No calor do Rio de Janeiro, casa quente, sem ar condicionado e com as janelas fechadas por causa do trânsito intenso da rua logo na janela... já nos últimos dias de produção, precisei chamar a super Tata pra me ajudar e já puxava vômito com o cheiro do chocolate, kkk. Mas o enjoo passou rápido e logo voltei a ser chocólatra! Deu pra ganhar um dinheirinho, que veio bem à calhar pra pagar os livros escolares daquele ano!
Ah, não posso esquecer da minha ralação durante a 8ª série, estudando meses e com aulas particulares de Português e Matemática para entrar numa escola federal de Segundo Grau, que era excelente. Tava craque nas matérias! Fiz a prova de Matemática com o pé nas costas, sabia tudo muito bem! Não passei... errei contas do começo ao fim, do tipo 2+2=5... o que o nervosismo faz com uma pessoa. Chorei muito, foi uma grande decepção.
Durante muitos desses anos frequentava uma igreja onde fiz muitos amigos. Dormia na casa de umas amigas, íamos à pizzaria de vez em quando ou jogávamos vôlei de praia no Leme sexta à noite. Também fazíamos muitos retiros nos feriados. Muita coisa legal. Fazia parte da equipe de escolinha infantil da igreja e por vezes ficava com as crianças durante os cultos. Adorava preparar as aulas. Acho que já era um prenúncio! Aliás, no 1º ano falei pra minha mãe que queria mudar de escola e fazer Normal (no Rio, era o Segundo Grau voltado para a formação de professores). Ao ser indagada por ela para que público eu pretendia lecionar, falei que era pra crianças - foi quando ela imediatamente negou meu pedido, alegando que professor infantil morria de fome! rsrsrs Se ainda fosse para trabalhar em faculdades... bem, não fui. Mas o destino se encarregou de acertar o meu caminho depois, rsrsrs.
Foi uma fase muito difícil essa do Rio de Janeiro, mas claro com muitas coisas legais também! Ralei muito, aprendi muito, me diverti muito, amadureci, virei gente!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O Sítio do Pica-pau Amarelo existiu! E era da vó Nair!

Ahh, o sítio da vó Nair... só os fortes saberão do que estou falando! Na verdade, só os primos mesmo... Localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, próximo à Santa Cruz, era nosso retiro nas férias de verão. Lindo! A entrada era toda de hibiscos sempre floridos!
Quando estávamos todos, eramos 10 primos: a Carla, Thaís, eu, Patrícia e Carolina (tsc, tú, menina!) eram da ala das meninas e o Beto, Eduardo, Daniel, Edgar e Rafael formavam a rodinha masculina. Algumas panelinhas se criaram em função das idades parecidas, mas isso não nos impedia de muitas vezes brincarmos juntos. Éramos pessoas muito ocupadas por lá:

  • Pipa: o Tolô era um jardineiro negão de dentes alvos muito gente fina que fazia de tudo para nos agradar e entreter. Era ele quem ia na vendinha próxima comprar os apetrechos. E também era ele quem construía a pipa para as crianças menores, como eu, e ajudava a empinar.
  • Guerra: o que fazer com as amêndoas caídas da amendoeira? Munição, ora! Era só juntar um monte em sacolas e depois se abrigar nas barricadas para se proteger e atacar seus inimigos!
  • Corrida de chapinha: pra quem não sabe, chapinha era a tampinha das garrafas de vidro de refrigerante. Na verdade, eram excelentes carros de corrida que disputavam grandes provas em pistas de terra acidentadas cuidadosamente esculpidas no chão. Os trajetos normalmente incluíam túneis, pontes, precipícios, subidas e descidas em montanhas, calombos e tudo o mais que conseguíamos fazer. Mega radical!
  • Caça aos morcegos: eu era muito medrosa e sempre ficava dentro de casa só observando pela janela, enquanto meus primos maiores balançavam os cabos de vassoura chamando a atenção dos morcegos, que vinham voando assim que a noite caía.
  • Reciclagem: sim, já usávamos essa técnica há mais de 30 anos: vasculhávamos o lixo atrás de embalagens que se transformavam em aviões, paraquedas, óculos e mil apetrechos.
  • Chico Bento: a chácara vizinha não tinha exatamente goiabeiras, como o vizinho do Chico, mas tinha muita manga rosa (diferente da nossa), abacaxi e outras coisinhas mais que valiam a pena a aventura da invasão e furto!
  • Jardim do Éden: o gramado da frente da casa era praticamente o paraíso: era lá que brincávamos de pega-pega, mãe da rua e todas as variantes dessas brincadeiras de correr.
  • Las Vegas é aqui!: tivemos a professora mais carinhosa, amorosa e malandra de todos os tempos! Sim, foi a vó quem nos ensinou a jogar buraco... mas era tão safada que roubava descaradamente de nós! 

Fora essas e tantas outras brincadeiras, tínhamos vários clássicos: chocolates que a vó ganhava, guardava no armário e dizia que era "pra hora íntima"... sorte minha e das primas menores, Carol e Paty, que dormíamos no quarto dela e muitas vezes desfrutávamos do momento!
Aliás, nós três fazíamos parte de outra tradição: o treliche de rede onde dormíamos, ao lado da cama da vovó. O problema era quando a Carol dormia em cima sem ter treinado bem a fazer xixi no banheiro! hahaha
E quais dos primos estão servidos com um pedaço de pudim de clara e rosca do rei? Alguém? Ou preferem chupar leite condensado das latas roubadas à noite da dispensa? No frio tinha também leite queimado (hmmm!) e maçãs carameladas no forno! Torradas com manteiga e açúcar - hoje em dia não pode! haha Bolo de laranja com glacê! Ah, que água na boca! Mas nada disso supera a BALA DA VOVÓ... garanto que você nunca ouviu falar ou leu a receita, porque era DELA! A melhor de todas! Especialidade feita com todo amor pra família!
Como não falar da mangueira? Enorme, pomposa, recebia todos os netos em seus galhos: cada um tinha o seu, cativo. Uma vez eu caí... claro que foi gracinha de um primo mais velho danado, né Dudu! O mala jogou uma manga podre na minha cabeça bem na hora em que eu descia... aí soltei os braços e fui quicando feito um saco de batatas mesa e banco abaixo (em volta do tronco havia uma mesa e banco de ripas de madeira). Lá fui eu chorando, com os joelhos ralados...
Meu outro acidente ficou por conta de uma insolação. Sempre íamos a uma praia próxima, que chamávamos de Praia das Conchas. Não sei se era o nome oficial dela, mas a chamávamos assim. Era linda, de águas límpidas e, claro, cheia de conchas! Achávamos de tudo por lá, até estrela do mar! Bem, depois de alguns dias pegando sol, batata: peguei uma insolação que apareceu por conta de um desmaio no colo da vó, na rede. Dias e dias de molho, sem poder fazer um monte de coisa, até que a minha mãe se encheu de me ver privada de fazer e comer muitas coisas sem a gripe passar, e me liberou tudo, hehe. Aí sarei!
Quantos Natais maravilhosos, acampamento no jardim, explorações da natureza, passeios na égua, banhos na caixa d'água com cuia, broncas e mimos da babá (imaginem a Tia Anastácia, do Sítio do Pica-pau Amarelo!) e frutas como o cajú, cajá, murici, ingá, tamarino, romã, goiaba... era muita alegria e muita coisa boa reunida num só lugar!
Final da tarde, mais precisamente às 5 horas, era hora do banho... e assim que a Bá avisava, começávamos a gritar a ordem da fila: "último!"... "penúltimo!"... "antepenúltimo!"... porque depois fechávamos a casa e era hora de ficarmos limpos, lá dentro!
Tempos que não voltarão na vida real, mas que constantemente voltam à minha memória - e tenho certeza absoluta que na dos meus primos também! Acho que tivemos a melhor infância do mundo, com a melhor vó do mundo! E por isso que tento, dentro da nova realidade e possibilidades que temos hoje, proporcionar uma infância gostosa pros meus filhos, com as melhores memórias possíveis, pra que cresçam com a mesma sensação que eu cresci, de total felicidade!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Breguetes pro Bazar Beneficente da Abraf

Eu e minha querida e saudosa Carol preparamos vários Breguetes para vendermos no Bazar do Bem Possível que o Clube Pinheiros organiza todo semestre. A Abraf se inscreveu e nós do Grupo de Apoio nos empenhamos em recolher doações e também preparar artigos para vendermos por lá. Foi um grande sucesso, apesar do nosso cansaço! Mostro abaixo algumas das coisas que preparei.

Pinhas natalinas para decoração


Arvorezinhas de Natal feitas com pinha


Porta-recado


Garrafas decorativas e vasos


Vaso feito com pote de vidro


Peso de porta feito com sapato usado!



Minha favorita, garrafa decorada com miçangas coloridas


Mini Árvores de Natal feitas com rolha


Arranjo de flores feito com guarda-chuva velho


Outro arranjo de flores


Essa bandeja abaixo não foi feita para o Bazar, mas sim para o 1° Chá Beneficente do Grupo de Apoio, em 2014.
Bandeja em MDF com decoupagem e fundo de vidro



Férias! Paúba e Atibaia, aí vou eu!

Qual criança não adora entrar de férias da escola? Sinônimo de horários mais flexíveis, preguiça, passeios, brincadeiras e viagens!
Nós viajávamos bastante. Ora Pro Rio, onde tinha toda a família por parte da minha mãe, ora pra casa das primas em SP - só que normalmente não ficávamos em SP - íamos pra Paúba, litoral norte de SP, ou Atibaia, no interior.
Sobre as férias no Rio vou tratar num outro post, porque falar do que fazíamos no sítio da vó Nair exige um espaço grande!
Das férias em SP, Paúba era meu lugar favorito. Quantas aventuras passamos por lá! Minha tia tinha uma casa bem pertinho da praia. Nos arredores, vários amigos também tinhas suas casas, então era uma garotada enorme, mais ou menos da mesma idade, pra brincar o dia todo!
Íamos pra praia de manhã e passávamos o dia lá, pulando onda, andando de caiaque, fazendo castelos de areia e tudo o mais que uma praia deliciosa e tranquila pode oferece (acho que a gente ia almoçar em casa, mas minha memória seletiva escolheu lembrar das brincadeiras, hahaha). Mesmo quando o mar estava um pouco agitado entrávamos, para enfrentar os redemoinhos e ondas grandes! Claro que numa ressaca de verdade, nada feito! Não dava nem pra chegar à praia!
O sorveteiro fazia a festa com a gente por lá: eram vários picolés todos os dias! Comprávamos fiado e no final do dia ele ia em casa fazer a cobrança. Coitada da minha tia! rsrsrsrs
No final da tarde íamos pra casa pra tomar banho. Depois, era hora do lanche, sempre coisas gostosas!
Nunca vou esquecer o banho num certo dia... eu e minha prima, da mesma idade, tomávamos banho juntas, durante um temporal bem forte. E não é que caiu um raio bem perto de casa? Só sabemos que apareceu um clarão pela janela do banheiro e nós duas tomamos um belo choque durante o banho! Lembro nitidamente, até hoje, a sensação: o choque subindo dos pés pelas pernas até minha cabeça! Saímos correndo do banheiro, gritando, com o cabelo cheio de xampu!
A primeira vez que andei de caiaque foi na hora de começar um campeonato! Após muito insistirem, aceitei participar, mas naquelas... foi a primeira vez que entrei num e comecei a remar! E não é que adorei e me deu bem? Fiquei em 3º lugar! Só não perguntem quantos participantes tinham! hahaha
Outra brincadeira que fazíamos muito era caçar carangueiros na areia à noite! Só que eu não pegava de jeito nenhum! Apenas olhava os meninos pegarem! Como era de noite, normalmente aproveitávamos para contar histórias de terror e depois ficar com medo!
Em Atibaia ficávamos num clube de montanha, onde cada um tinha sua casa (e outros acampavam). Sempre tinha gincana de férias e era muito divertido participar das brincadeiras. Fora isso, tinham as piscinas com água natural pra quando estava calor. Uma coisa que sempre rolava era a sessão cinema à noite. Sempre tinha um filme familiar primeiro, pra todas as idades, e depois um de terror. Adivinha! Claro que ficávamos. Só que depois tínhamos que voltar a pé pra casa, em ruas desertas! Ainda bem que íamos todos juntos, só que conforme cada um ia ficando em sua casa, eu e minhas primas ficávamos por último! Até que teve um dia que assistimos a um filme de terror em que tinha um cachorro preto que encarnava o diabo. Indo pra casa, estávamos passando pelo camping e começamos a ouvir barulho de alguém pisando nas folhas secas. Claro que era trollagem dos meninos, mas aí, quando chegamos na escada da casa da minha prima, adivinhem o que tinha por lá: 2 cachorros pretos enormes! Demos vários gritos e subimos aquela escada como nunca antes! Acho que devo ter levado 1 segundo! Haja susto!
Enfim, eram férias maravilhosas! Tenho muito boas lembranças dessas época!

sábado, 20 de junho de 2015

Cheguei!

Nasci no dia 19 de junho de 1974 na cidade de Ourinhos, SP. Divisa com Paraná, a cidade já é parte da região do "pé vermelho!"
Que infância tão feliz! Daquelas que não se vê hoje e que nos deixa nostálgicos! Morava numa casa espaçosa, num bairro residencial da cidade, no bairro Jardim Paulista, pertinho da caixa d'água dos bombeiros.
Estudei o jardim da infância no Colégio Santo Antônio, o pré-primário no Externato (acho que era esse o nome), onde consigo visualizar algumas partes dela e eu na sala de aula fazendo as atividades da Cartilha Caminho Suave! Depois fui para a Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau Jacinto ferreira de Sá, onde cursei até o meio da 4ª série.
Mas nada disso é importante! O que importava eram os amigos, as brincadeiras na rua, os passeios à pé para o centro da cidade com as amigas...
No centro tinha a Papelaria Tomé, onde comprava meus papeis de carta para minha coleção! Ainda os tenho! Também comprava aquelas revistinhas de recortar bonecas e roupinhas de papel para brincarmos. Adorava! Também foi lá que minha mãe me comprou meus primeiros livros: A Montanha Encantada e o Cachorrinho Samba! Queria muito comprá-los pra Fabíola e pro João, mas já não exitem mais.
Muitas vezes, no caminho, quando eu ia com a Renata, parávamos na fábrica de casquinha de sorvete do tio dela, a Marvy! Comíamos casquinhas quentinhas, tiradas do forno!
Ao lado, ficava o cinema, já extinto, onde assisti os filmes "A Lagoa Azul" e "E.T.". Lá também foi a apresentação final de balé, do ano que cursei. Depois abandonei, não gostava muito, achava muito chato, parado! rsrsrs Parece que a Fabíola me puxou nesse quesito!
Brincávamos muito na calçada em frente de casa, eu e meus vizinhos, todos mais ou menos da mesma idade! Era amarelinha, elástico, pega-pega, jogos, patins... Dia de lavar a garagem era dia de escorregar no sabão! Que delícia!
Já maiorzinha ia na casa da Renata jogar Odyssey de manhã, antes da escola! Ela morava pertinho do mercadinho, onde minha mãe tinha conta aberta para que eu comprasse meus docinhos! Coitada, a conta no final do mês devia ser meio gigante, haha! Chocolate de guarda-chuva, pirulito de chupeta, Pez, Chicletes Mini, Kleps, bala Soft, bala de leite Kids, cigarrinho Pan, Lolo, Kri, chocolate Supresa,
Agora, eu era fera mesmo era no bambolê! Ninguém ganhava de mim! Podia ficar mais de 2 horas girando, sem deixá-lo cair! Hoje não fica mais que 3 segundos!
Um dos passeios que fazia regularmente era pra casa do vô Monteiro - ao lado da papelaria Tomé! Lá era certo que ganharia balas toffee, queijo provolone e bolacha de leite com leite ninho grosso! Aos domingos, íamos almoçar no "Chinês", um restaurante que ficava quase na frente do prédio onde ele morava. Comíamos sempre arroz chop suey, que adorava, frango empanado e batata frita! Delícia!
Ah, como esquecer da Fapi?! Feira Agropecuária, Pecuária e Industrial de Ourinhos. Era uma festa! Tinha parquinho, churros, andanças vendo gado e maquinários rurais! Adorava! Tenho várias lembranças de lá!
Outro clássico era "a ilha"! Um tipo de clube de campo de caça e pesca, em que o pessoal tinha sua casinha (ou casona) numa ilha que ficava no meio do Rio Paranapanema, próximo a Salto Grande. Chegávamos na beira do rio de carro e buzinávamos para que o caseiro da ilha nos buscasse de bote para atravessar o rio. Dependendo da época, durante a travessia os peixes pulavam aos montes e muitos caíam dentro do bote. Lá fiz minha grande pescaria: 12 lambaris! Muitas vezes, na volta, domingo à noite, passávamos por canaviais onde parávamos pra cortar alguns pés e levar pra casa pra se esbaldar depois!
Muitas vezes chegávamos em casa no domingo bem na hora dos Trapalhões! Ia direto pra TV!
Ah, na cidade tinha também o Tênis Clube, onde íamos sempre. Adorava ficar na piscina grande, tentando tocar os pés no chão da parte funda, com 4 metros de profundidade! Também curtia ir pro parquinho e comprar lanchinhos na cantina.
Também me lembro que minha mãe era voluntária da Apae e organizou um grande bazar na praça central da cidade. Entre as várias barracas que vendiam todo tipo de coisa, tinha as brincadeiras, como a toca do coelho! Adorava apostar nos coelhinhos!
Adorava fazer sacolé de Ki-suco e aprendi a fazer bombom caseiro. Eram deliciosos - eu ajudava minha mãe a fazer e a comê-los! Hmmmmm!
E quando o assunto era sorvete, não podia ser diferente: tinha que ser da Sorveteria Pinguim! Imbatível! Apesar que aquela casquinha italiana de máquina, que ficava na porta da já famosa Papelaria Tomé, também era deliciosa!
Aos 10 anos, no meio da 4ª série, meus pais se separaram e nos mudamos para o Rio de Janeiro. E na minha bagagem foram todas as lembranças de uma época impagável, inesquecível!

Para conhecer mais sobre a história da cidade de Ourinhos, visite: http://ourinhos.blogspot.com.br/

terça-feira, 16 de junho de 2015

Creme de Palmito com Bacon




Depois de queimar a ervilha que cozinhava na panela, resolvi abrir um vidro de palmito e desbravar novos caminhos... pra variar, fiquei fuçando no google e escolhi uma receita, que usei como base. Depois vocês me contam se valeu a pena! Eu curti! hehe

INGREDIENTES:

1 vidro de palmito
1/2 cebola pequena bem picadinha
1 dente de alho picadinho
1/2 tablete de caldo de legumes
100g de bacon picadinho
queijo ralado
noz moscada em pó
cebolinha
1 colher de manteiga
1 caneca de água (use a água do palmito e complete com a filtrada)
2 canecas de leite morno
2 colheres (de sopa) de cebola

MODO DE PREPARO:

Frite o bacon e reserve, sem o óleo. Frite a cebola e o alho na manteiga, em fogo baixo. Quando estiver bem molinha e fritinha, adicione metade do palmito picado. Coloque a água morna junto com o caldo de legumes e deixe ferver/derreter o caldo. Junte o bacon frito.
No liquidificador, bata a outra metade do palmito junto com a farinha de trigo dissolvida no leite. Despeje na panela depois que a água estiver fervendo e mexa sempre, até engrossar um pouco. Salpique um pouquinho de queijo ralado e noz moscada. Nem precisei por sal, mas prove e ajuste se precisar.
Sirva na tigela e cubra com um pouquinho de queijo ralado e salsinha picada. Agora é só mandar a fome pro espaço! Ah, um pãozinho francês morninho xuxado é tudo de bom, heim!
Rendimento: 3 porções

terça-feira, 9 de junho de 2015

Contra-filé assado com bacon e batatas



Que tal uma receita fácil e deliciosa? Não exige preparo nem habilidades culinárias extraordinárias! Eu garanto!  Mas o crédito não é meu... essa receita eu achei no google e apenas adaptei as quantidades. Anote aí:

INGREDIENTES:

1k de contra-filé inteiro (sem a capa de gordura)
3 cubos de caldo de carne
100g de bacon em fatias finas
1/2 litro de água
5 batatas

MODO DE PREPARO:

Coloque os caldos de carne para ferver com a água. Faça cortes paralelos na peça da carne, sem separar os pedaços, com 1cm de largura entre as fatias. Coloque fatias de bacon em todos os entrecortes. Acomode a peça num refratário e junte as batatas cortadas. Eu asso com casca e tudo! Despeje a água de caldo fervida sobre toda a carne e batatas - não esqueça de regar, inclusive, entre as fendas da carne.
Cubra com papel alumínio e asse por cerca de meia hora/40 minutos. Retire o papel e asse mais um pouco até a carne dourar.
Retire do forno e pronto! Sirva-se à vontade!




quarta-feira, 3 de junho de 2015

Creme de Batata com Calabresa


Já que a chegada do frio é inevitável, vamos aproveitar para tomar uma sopinha... este ano resolvi inovar nas receitas para fugir da sopra de sempre, que adoro, mas quem não gosta de variar?
Olhei algumas receitas na internet e fui desvendar os mistérios do creme de batata... adaptei e fiz do meu jeito, e ficou.... yummy!!!

INGREDIENTES:

5 batatas médias
1/2 cebola bem picadinha
1 calabresa picada em pedacinhos
2 polenguinhos
sal à gosto
2 ou 3 folhas de louro
noz moscada em pó à gosto
queijo parmesão ralado
salsinha
azeite

MODO DE PREPARO:

Frite a cebola no azeite até ficar bem molinha. Descasque, pique e coloque a batata na panela com a cebola e mexa bem. Adicione água o suficiente para cobrir toda a batata e sobrar uns 2 dedos pra cima, sal e as folhas de louro.
Quanto estiver bem molinha, tire as folhas de louro e coloque as batatas, com a água do cozimento, no liquidificador e bata até formar um creme. Reserve.
Na mesma panela onde cozinhou as batatas, frite a linguiça com um fiozinho de azeite. Quando estiver bem fritinha, escorra o excesso do óleo soltado e acrescente o creme de batata batido.
Mexa bem e adicione um pouquinho de noz moscada, queijo ralado, os polenguinhos e a salsinha.
Confira o sal e veja se o creme está com a consistência desejada, Se precisar engrossar, deixe cozinhas mais um pouco, mexendo para não queimar. Caso esteja muito grosso, coloque um pouco de água até dar o ponto.
Pronto! Coloque na sua tigela favorita e se aqueça! Se for adepto do queijo ralado como eu, acrescente mais um pouquinho na sopa depois de servir.